30 setembro, 2009

Centenário de Fúlvio Abramo e Hermínio Sacchetta - 75° aniversário da Batalha da Praça da Sé - São Paulo - SP























Venha celebrar o centenário dos militantes Fúlvio Abramo e Hermínio Sacchetta e o 75º aniversário da Batalha da Praça da Sé em um ato-homenagem à sua memória e história de dedicação à luta revolucionária internacionalista.

com Antonio Candido e Dainis Karepovs


FÚLVIO ABRAMO (1909-1993) foi jornalista, agrônomo e militante trotskista. Interessou-se pela luta social a partir da relação com o avô Bôrtolo Scarmagnan, que permitiu-lhe o primeiro contato com o pensamento anarquista. Antes de cumprir vinte anos (1928) conformou, com a irmã, Lélia, e o Azis Simão, um grupo marxista independente do PCB. Pouco tempo depois, fundou, junto com Mário Pedrosa, Lívio Xavier, Aristides Lobo, Hilcar Leite, Rodoldo Coutinho, Rudolf Josip Lauff e João da Costa Pimenta, a Liga Comunista Internacionalista, seção brasileira da Oposição de Esquerda trotskista, chegando a formar parte da sua Comissão Executiva. Fúlvio haveria de permanecer fiel ao trotskismo até o momento da sua morte. Em 1933-34, quando a LCI empenhou-se na luta antifascista, foi diretor do jornal O Homem Livre, porta-voz do antintegralismo, e, depois, foi eleito diretor da Coligação das Organizações Operárias que conformavam a base da Frente Única Antifascista, que conseguiu dispersar os integralistas na histórica "Batalha da Praça da Sé," contra-manifestação armada na Praça da Sé, em São Paulo, no dia 7 de outubro de 1934. Preso em duas ocasiões (1934 e 1935) pelo Estado Novo, viu-se obrigado a fugir para a Bolívia junto com mais três camaradas. Permaneceu na Bolívia até 1946, trabalhando como motorista, cobrador de impostos e professor de Botânica Aplicada. A militância não se deteve no exílio. Com o nome de Marcelo de Abiamo, participou na fundação do Partido Obrero Revolucionario na Bolívia. Em 1961 liderou a greve do Sindicato dos Jornalistas, que conseguiu histórica vitória. Após o golpe, trabalhou provisóriamente como agrônomo numa fazenda de Barretos, SP. Em 1965 conseguiu finalmente voltar à imprensa, com um emprego de redator e repórter na revista Realidade, da Editora Abril; anos depois, trabalhou como redator no Diário do Commércio e na Gazeta de Pinheiros. Nos anos 1980 esteve junto ao movimento de construção do PT e retoma sua militância trotskista participando da Direção Nacional da Corrente O Trabalho do PT, seção brasileira da 4ª Internacional. Dedica seus últimos anos de militância no trabalho de preservação da memória da classe operária como impulsionador do Centro de Documentação do Movimento Operário Mário Pedrosa (CEMAP), hoje sob guarda do CEDEM-Unesp.

HERMÍNIO SACCHETTA (1909 – 1982) foi jornalista e militante trotskysta. Iniciou sua carreria profissional em 1928, como revisor do Correio Paulistano, passando depois por importantes jornais daquela época como a Folha da Manhã, a Folha da Noite, os Diários Associados e O Tempo. Para a militância política entrou em 1932, no Partido Comunista onde se tornou editor do Jornal A Classe Operária, secretário do Comitê Regional São Paulo e membro do Bureau Político. Foi um dos articuladores da greve dos Correios e Telégrafos em dezembro de 1934, caindo a partir daí na clandestinidade. Nesse mesmo ano sob pressão da juventude comunista, entra conflito com a linha do PCB, que não participa da Frente Única Antifascista, e orienta os militantes a participarem da "Batalha da Praça da Sé". Em novembro de 1937, Hermínio, codinome Paulo, em meio a uma luta interna no partido, é acusado de fracionismo trotskista e expulso do PCB. Constitui com o Comitê Regional de São Paulo a Dissidência Pró-Reagrupamento da Vanguarda Revolucionária. É delatado pelo stalinismo ao vivo pela rádio Moscou e preso e quase dois anos depois, quando sai da cadeia torna-se dirigente do recém-fundado Partido Socialista Revolucionário (PSR), então seção brasileira da 4ª Internacional junto com inúmeros camaradas como Febus Gikovate, Alberto da Rocha Barros, Vítor Azevedo, Patricia Galvão (Pagu), Florestan Fernandes, Maurício Tragtenberg entre outros. Ao longo de toda sua vida dedicou-se à militância e ao jornalismo.
Cláudio Abramo, seu companheiro de redação no Jornal de São Paulo, recordaria: “Sacchetta foi durante muitos e muitos anos um dos melhores e mais importantes chefes de redação que o jornalismo de São Paulo produziu. Homem de princípios rígidos, (...) travou sempre com a profissão de jornalista uma batalha árdua e difícil, enfrentando ao mesmo tempo os empregadores e a redação, que ele tentou incansavelmente moldar e domar



A BATALHA DA PRAÇA DA SÉ - FRENTE ÙNICA ANTIFASCISTA (7 DE OUTUBRO DE 1934) - Também conhecida como "Revoada dos galinhas-verdes" foi o confronto que teve lugar na Praça da Sé, em São Paulo, em 7 de Outubro de 1934. Nesse confronto trotskistas, anarquistas, socialistas, comunistas, sindicalistas organizados na Frente Única Antifascista, se posicionaram contra a realização de uma marcha organizada pela Ação Integralista, organização que congregava correntes reacionárias e fascistas, dirigida por Plínio Salgado. Nesse confronto armado morreu o militante da juventude comunista, Décio Pinto de Oliveira, estudante da Faculdade de Direito de São Paulo, Largo de São Francisco. Décio foi alvejado na cabeça enquanto discursava. Ele passou a ser o símbolo do movimento antifascista brasileiro daqueles anos. Também ferido foi o militante trotskista Mário Pedrosa, enquanto tentava socorrer o jovem militante comunista atingido. Como narrou Lélia Abramo "Enfrentamos, com armas nas mãos ou sem elas, a organização fascista integralista, comandada por Plínio Salgado. Os integralistas estavam todos fardados, bem armados, enquadrados e prontos para uma demonstração de força, protegidos pelas instituições político-militares getulistas e dispostos a tomar o poder. Nós, espalhados ao longo da praça e nas ruas adjacentes, esperamos pacientemente que desfilassem primeiro as crianças, também fardadas, e as mulheres integralistas. Depois disso, quando os asseclas de Plínio iniciaram seu desfile, nós todos avançamos e começou a luta aberta."

Organização:
Corrente O Trabalho do PT, seção brasileira da 4ª Internacional
Marcelo e Paula Abramo
Vladimir e Paula Sacchetta


Apoio:
Gabinete do Vereador Antônio Donato, PT
Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de SP


After 20 Years of Filmmaking on US Injustices, Michael Moore Goes to the Source in

After 20 Years of Filmmaking on US Injustices, Michael Moore Goes to the Source in "Capitalism: A Love Story"

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28 setembro, 2009

Plács uáitenin e Tom Zé

Não falha, nunca. Diariamente, nos dias em que vejo TV, o conforto do meu lar é invadido pelas propagandas ubíquas de cremes dentais e quetais. Na pior delas, de um colutório que promete clarear os dentes, a protagonista enfia na cara do penitente sonolento um microfone e, autoritária e com o auxilio de luzes ofuscantes, inquire se ele notou como tem dentes amarelados e por que raios ainda não usa o Plács Uaitenín, oh imbecile? O pobre, que representa os potenciais consumidores do produto, responde às perguntas com um hã, dãh...
Não capisco! Como um produto pode ser um sucesso comercial destratando seus consumidores nas suas peças publicitárias? Não sei. É patente que, com televisores de plasma, celulares multifuncionais, planos de saúde ultra-plus, carros potentes, condomínios fechados e corpos esculpidos em academias, ter dentes brancos e hálito puro tornou-se um anseio contemporâneo. Aliás, repare nos dentes do bem sucedido motorista na propaganda do carro, ou da linda moça que anuncia um xampu incrível. Viu? Branquíssimos, alinhados, nenhum faltante. Apenas sorrisos assim têm vez. E num outro reclame, dentifrício da mesma marca do enxaguante bucal, a protagonista zen pergunta e responde: ‘23 problemas bucais? Não numa boca saudável!’. A lógica embutida na pergunta é equivalente a ‘Abundantes cabelos? Não numa cabeça careca!’
Socorro! Como escapar dos apelos cavilosos da felicidade suprema através da aparência e do consumo? Ou seguiremos sem sorrir – porque nossos dentes não são tão brancos, nossos cabelos não brilham tanto, nem nossos corpos são sarados – e hipnotizados pelo proselitismo do ideário consumista exibido no horário nobre? Consumo logo existo? Não numa mente crítica!
Possuída por essas conjecturas e cansada da imbecilidade dessa lengalenga doutrinária, na qual o consumo supérfluo é a salvação da lavoura do impávido colosso (e do mundo todo!), busco alívio na fina ironia do Tom Zé, adorável maldito. 114% de sincronicidade. O som, programado para tocar aleatoriamente as músicas armazenadas, alardeia, numa canção de 1968 – Catecismo, Creme Dental e Eu:
Catecismo de fuzil e creme dental em toda frente
Pois um anjo do cinema já revelou que o futuro
Da família brasileira será um hálito puro
Será um hálito puro

25 setembro, 2009

Manifesto em Defesa da Democracia e do MST

Enviado por Sandro Mazzio.

http://www.petitiononline.com/manifmst/petition.html

Manifesto em Defesa da Democracia e do MST

“...Legitimam-se não pela propriedade, mas pelo trabalho,
nesse mundo em que o trabalho está em extinção.
Legitimam-se porque fazem História,
num mundo que já proclamou o fim da História.
Esses homens e mulheres são um contra-senso
porque restituem à vida um sentido que se perdeu...”
(“Notícias dos sobreviventes”, Eldorado dos Carajás, 1996).


A reconstrução da democracia no Brasil tem exigido, há trinta anos, enormes sacrifícios dos trabalhadores. Desde a reconstrução de suas organizações, destruídas por duas décadas de repressão da ditadura militar, até a invenção de novas formas de movimentos e de lutas capazes de responder ao desafio de enfrentar uma das sociedades mais desiguais do mundo. Isto tem implicado, também, apresentar aos herdeiros da cultura escravocrata de cinco séculos, os trabalhadores da cidade e do campo como cidadãos e como participantes legítimos não apenas da produção da riqueza do País (como ocorreu desde sempre), mas igualmente como beneficiários da partilha da riqueza produzida.

O ódio das oligarquias rurais e urbanas não perde de vista um único dia, um desses novos instrumentos de organização e luta criados pelos trabalhadores brasileiros a partir de 1984: o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra – MST. E esse Movimento paga diariamente com suor e sangue – como ocorreu há pouco no Rio Grande do Sul, por sua ousadia de questionar um dos pilares da desigualdade social no Brasil: o monopólio da terra. O gesto de levantar sua bandeira numa ocupação traduz-se numa frase simples de entender e, por isso, intolerável aos ouvidos dos senhores da terra e do agronegócio. Um País, onde 1% da população tem a propriedade de 46% do território, defendida por cercas, agentes do Estado e matadores de aluguel, não podemos considerar uma República. Menos ainda, uma democracia.

A Constituição de 1988 determina que os latifúndios improdutivos e terras usadas para a plantação de matérias primas para a produção de drogas, devem ser destinados à Reforma Agrária. Mas, desde a assinatura da nova Carta, os sucessivos Governos têm negligenciado o seu cumprimento. À ousadia dos trabalhadores rurais de garantir esses direitos conquistados na Constituição, pressionando as autoridades através de ocupações pacíficas, soma-se outra ousadia, igualmente intolerável para os senhores do grande capital do campo e das cidades: a disputa legítima e legal do Orçamento Público.

Em quarenta anos, desde a criação do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), cerca de um milhão de famílias rurais foram assentadas - mais da metade de 2003 pra cá. Para viabilizar a atividade econômica dessas famílias, para integrá-las ao processo produtivo de alimentos e divisas no novo ciclo de desenvolvimento, é necessário travar a disputa diária pelos investimentos públicos. Daí resulta o ódio dos ruralistas e outros setores do grande capital, habituados desde sempre ao acesso exclusivo aos créditos, subsídios e ao perdão periódico de suas dívidas.

O compromisso do Governo de rever os critérios de produtividade para a agricultura brasileira, responde a uma bandeira de quatro décadas de lutas dos movimentos dos trabalhadores do campo. Ao exigir a atualização desses índices, os trabalhadores do campo estão apenas exigindo o cumprimento da Constituição Federal, e que os avanços científicos e tecnológicos ocorridos nas últimas quatro décadas, sejam incorporados aos métodos de medir a produtividade agrícola do nosso País.

É contra essa bandeira que a bancada ruralista do Congresso Nacional reage, e ataca o MST. Como represália, buscam, mais uma vez, articular a formação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) contra o MST. Seria a terceira em cinco anos. Se a agricultura brasileira é tão moderna e produtiva – como alardeia o agronegócio, por que temem tanto a atualização desses índices?

E, por que não é criada uma única CPI para analisar os recursos públicos destinados às organizações da classe patronal rural? Uma CPI que desse conta, por exemplo, de responder a algumas perguntas, tão simples como: O que ocorreu ao longo desses quarenta anos no campo brasileiro em termos de ganho de produtividade? Quanto a sociedade brasileira investiu para que uma verdadeira revolução – do ponto de vista de incorporação de novas tecnologias – tornasse a agricultura brasileira capaz de alimentar nosso povo e se afirmar como uma das maiores exportadoras de alimentos? Quantos perdões da dívida agrícola foram oferecidos pelos cofres públicos aos grandes proprietários de terra, nesse período?

O ataque ao MST extrapola a luta pela Reforma Agrária. É um ataque contra os avanços democráticos conquistados na Constituição de 1988 – como o que estabelece a função social da propriedade agrícola – e contra os direitos imprescindíveis para a reconstrução democrática do nosso País. É, portanto, contra essa reconstrução democrática que se levantam as lideranças do agronegócio e seus aliados no campo e nas cidades. E isso é grave. E isso é uma ameaça não apenas contra os movimentos dos trabalhadores rurais e urbanos, como para toda a sociedade. É a própria reconstrução democrática do Brasil, que custou os esforços e mesmo a vida de muitos brasileiros, que está sendo posta em xeque. É a própria reconstrução democrática do Brasil, que está sendo violentada.

É por essa razão que se arma, hoje, uma nova ofensiva dos setores mais conservadores da sociedade contra o Movimento dos Sem Terra – seja no Congresso Nacional, seja nos monopólios de comunicação, seja nos lobbies de pressão em todas as esferas de Poder. Trata-se, assim, ainda uma vez, de criminalizar um movimento que se mantém como uma bandeira acesa, inquietando a consciência democrática do país: a nossa democracia só será digna desse nome, quando incorporar todos os brasileiros e lhes conferir, como cidadãos e cidadãs, o direito a participar da partilha da riqueza que produzem ao longo de suas vidas, com suas mãos, o seu talento, o seu amor pela pátria de todos nós.

Contra a criminalização do MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA!

Pelo cumprimento das normas constitucionais que definem as terras destinadas à Reforma Agrária!

Pela adoção imediata dos novos critérios de produtividade para fins de Reforma Agrária!


São Paulo, 21 de setembro de 2009

Plínio de Arruda Sampaio, presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária - ABRA, ex-Deputado Federal Constituinte pelo PT-SP (1985-1991) e ex-consultor da FAO
Osvaldo Russo, estatístico, ex-presidente do INCRA (1993-1994), diretor da ABRA e coordenador do núcleo agrário nacional do PT
Hamilton Pereira, o Pedro Tierra, 61, é poeta e membro do Conselho Curador da Fundação Perseu Abramo
Antônio Cândido, crítico literário, USP
Leandro Konder, filósofo, PUC-RJ
István Mészáros, Hungria, filósofo
Eduardo Galeano, Uruguai, escritor
Alípio Freire, escritor
Fábio Konder Comparato, jurista, USP e Doutor Honoris Causa da Universidade de Coimbra Fernando Morais, jornalista e escritor
Dr. Jacques Alfonsin, jurista, Porto Alegre
Altamiro Borges, PCdoB
Nilo Batista, jurista
Alberto Broch, Presidente da CONTAG
Artur Henrique, Presidente da CUT
Augusto Chagas, Presidente da UNE
Bartira Lima da Costa, Presidente da CONAM
Ivan Pinheiro, secretario geral do PCB
Ivan Valente, Deputador Federal PSOL/SP
José Antonio Moroni, diretor da ABONG e do INESC
José Maria de Almeida, CONLUTAS, presidente do PSTU
Nalu Faria, coordenadora geral da Sempreviva Organização Feminista – SOF e integrante da executiva nacional da Marcha Mundial das Mulheres.
Paulo Pereira da Silva, Deputado Federal PDT-SP e presidente da Força Sindical
Renato Rabelo, presidente do PcdoB
Renato Simões, Secretário de Movimentos Populares do PT
Roberto Amaral, ex-Ministro da Ciência e Tecnologia, Secretário Geral do PSB
Sérgio Miranda, PDT-MG
Valter Pomar, Secretário de Relações Internacionais do PT
Wagner Gomes, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB
Dom Ladislau Biernaski, Presidente da CPT
Dom Pedro Casaldáliga, Bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia – MT Dom Tomás Balduino, conselheiro permanente da CPT
Frei Betto, escritor Leonardo Boff, escritor
Reverendo Carlos Alberto Tomé da Silva, TSSF, Anglicano, Capelão Militar
Miguel Urbano, Portugal, jornalista
Anita Leocádia Prestes, historiadora, UFRJ
Beth Carvalho, sambista
Adriana Pacheco, Venezuela, ViveTV
Adelaide Gonçalves, historiadora, UFCE
Ana Esther Ceceña, UNAN
Antonio Moraes, Federação Única dos Petroleiros - FUP
Associação Brasileira de ONG's – ABONG
Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal (ABEEF)
Chico Diaz, ator
Cândido Grzybowski - IBASE
Comitè italiano de apoio ao Movimento Sem Terra (Amigos MST-Italia)
Antônio Carlos Spis, CMS (Coordenação dos Movimentos Sociais)
Dora Martins, juíza de direito, e presidenta da Associação de Juízes pela Democracia
Emir Sader, sociólogo, LPP/UERJ
Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB)
Hamilton de Souza, jornalista, PUC-SP
Heloísa Fernandes, socióloga, USP e ENFF
Jose Arbex, jornalista, PUC-SP
Maria Rita Kehl, psicanalista, São Paulo
Osmar Prado, ator
Paulo Arantes, filósofo, USP e ENFF
Vandana Shiva, Índia, cientista
Virginia Fontes, historiadora, UFF/Fiocruz
Vito Gianotti, jornalista e historiador, Núcleo Piratininga de Comunicação - Rio de janeiro
Abdias Nascimento
Acácio Zuniga Leite, ASSERA
Adalberto Pereira de Souza – diretório PT Piauí
Aderlan Crespo, membro do Instituto de Estudos Criminais do Estado do Rio de Janeiro-IECERJ
Adriana Facina
Airton Guedes, Frade Capuchinho
Airton Pissetti, sociólogo – Paraná
Alberto Frake, UFSC
Aldo Anrao Franco, Peru, CONACAMI
Alessandra Anzuini, Associazione Salvador Allende - Roma
Alexander Maximilian Hilsenleck Filho
Alexandre Cosme Jerônimo
Aline Caldeira Lopes, mestranda CPDA/UFRRJ
Aline Sasahara, cineasta, São Paulo.
Altacir Bunde - Movimento Camponês Popular (MCP)
Álvaro Neiva, jornalista - Rio de Janeiro
Ana Cláudia Diogo Tavares, advogada, doutoranda CPDA/UFRRJ
Ana Maria Testa Tambellini
Ana Rita de Lima Ferreira, historiadora e educadora popular
André Malhão, Fundação Oswaldo Cruz
Anselmo Ruoso, Federação Única dos Petroleiros - FUP
Antonio Bosi, historiador, Unioeste - PR
Antonio C. Q. Goulart, Sindicarto dos Engenheiros do Paraná
Antonio de Sá, presidente da FETAET
Antonio Elias, Uruguai, Sociedad Latinoamericana de Economia Política.
Aparecido Francisco Bertochi, cientista social – PR
Articulação Nacional de Agreocologia -Regional Amozonia (ANA-Amazonia)
Ary Miranda
Asociaçao Grupo Mission de Parma
ASPTA - Agricultura Familiar e Agreocologica
Associação Agroecologiaca TIJUPÀ
Ayrton Centeno, jornalista, Porto Alegre
Bárbara Eliodora Costa Freitas
Batira Silveira Grande, UFSC
Beatriz Bissio, jornalista, Rio de Janeiro
Benedetta Malavolti, insegnante - Roma
Bernardo Ricupero, cientista político, USP
Camila Moreno
Camilo Pérez Bustilo, Centro sobre Migraciony de Rechaos Humanos
Carina de Lima Ferreira
Carla Ferreira, historiadora e jornalista
Carlos Antônio Morales
Carlos Cortez Romero, UFJF
Carlos Eduardo Martins
Carlos Frederico Marés, Procurador Geral do Estado no Paraná
Carlos Giannazi, Deputado Estadual PSOL/SP
Carlos Henrique Tibiriçá Miranda, conselheiro do CORECON-RJ e COFECON
Carlos Liechtsztejn, Sedes
Carlos Lopes, diretor de redação do periódico Hora do Povo
Carlos Octávio Ocké-Reis, IPEA
Carlos Walter Porto Gonçalves
Carmen Diniz , servidora pública federal - RJ
Carmen Eugênio
Carolina Abreu, Coordenação do Comitê Popular de Erradicação do Trabalho Escravo/NF
Carolina de Cássia Ribeiro Abreu
Cecibel Quimi Ramirez, Equador, CONFEUNASSC
Celaia Watanabe, asessora da Contag
Celi Taffarel, UFBA
Célia Vendramini, UFSC
Celso Maldos
Centro de Assessoria Popular Mariana Criola
Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata -MG
Chico Batera, músico, Rio de Janeiro
Ciro Bezerra, UFAL
Clara de Assis Vale Evangelista, analista em reforma de desenvolvimento
Clarilton Ribas, pesquisador, UFSC
Clarisse Castilhos, ativista feminista, economista, Porto Alegre
Claudia Cristhina Alves Lobo
Claudia Fanti, Itália, jornalista
Claudia Maria da Arruda
Claudia Mazzei Nogueira, UFSC
Claudia Santiago, jornalista
Claudia Trindade, historiadora
Cléia Anice da Mota Porto, assessora da CONTAG
Confederação Nacional das Associações dos Servidores do INCRA
Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura – CONTAG
Cristiane Silvestrini
Cristina Konder, jornalista, Rio de Janeiro
Cristina Miranda, presidente da ADUFRJ
Daniel Oliveira, Intersindical
Daniel Tyzel, Fórum Brasileiro da Economia Solidária
Daric Frigo, advogado, Terra de Direitos - PR
David Cortez, Bolívia, Movimiento Continental de Jóvenes y Pueblos Originarios,
UNORCAC-FENOCIN
Débora Franco Lerrer, jornalista e doutora em ciências sociais
Delze dos Santos Laureano
Denise Mazeto
Deonice Maria Malavazzi de Abreu, professora
Dermeval Saviani, educador, UNICAMP
Diego Panico, Itália
Dilma de Melo Silva, socióloga, USP
Diogo Valença, sociólogo, UFBA
Diretoria Colegiada da ASSERA - Associação dos Servidores da Reforma Agrária – DF
Diretório Central dos Estudantes da UFPR
Dirlene Marques, UFMG
Dom Diamantino de Carvalho, Bispo de Campanha - MG
Dom Enemésio Lazzares, vice-presidente da CPT.
Dom Xavier Gilles, Bispo de Viana (MA) e ex-presidente da CPT
Douglas Belchior, UNEAFRO
Douglas Mansur, repórter fotográfico e diretor do Sindicato dos Jornalista do Estado de São Paulo
Dr. Aníbal Valença, médico auditor, membro do Conselho Deliberativo da UNIDAS / PE
Dr. Leandro Scalabrin, Comissão de Direitos Humanos/OAB Passo fundo-RS
Dr. Miguel Carter, Estados Unidos, International Service American University
Durval Libânio Netto Mello, engenheiro agronômo e ambientalista, Secretário Executivo do Instituto Cabruca, UESC/BA
Eblin Faraje, UFF
Eden Santos
Edmilson Costa, PCB
Edmilson Ferreira, músico, repentista - Recife, PE
Eduardo Fernandes Araújo, professor de direito, UFPB
Eduardo Tamayo, Equador, ALAI
Eduardo Telles
Elder de Paula, sociólogo, UFAC
Elena De Angelis, Itália, Ass. Pangea - Roma
Eletta Cucuzza, itália, jornalista Adista – Roma
Elie Ghanem, pesquisador em educação, USP
Eliomar Coelho, vereador do Rio de Janeiro PSOL
Elisa Larkin Nascimento, antropóloga, Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros
Emannuel Cancella, Federação Nacional dos Petroleiros e Sindipetro-RJ
Enoque Feitosa, professor de direito UFPB
Ermiria Maricato, arquiteta e urbanista, USP
Eurelino Coelho Neto, historiador, UEFS-BA
Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social – ENECOS
Fabiana de Cassia Rodrigues
Fabio Antonio Campos
Fábio Garrido, MTD RJ
Fábio Marvulle Bueno
Fátima Fróes, Coordenadora do Setorial Estadual de Cultura - PT/BA
Fernanda Maria da Costa Vieira, advogada, doutoranda CPDA/UFRRJ
Fernanda Seibel, Centro de Estudos, Pesquisa e Direitos Humanos - CEPDH (Caxias do Sul)
Fernando Ferreira Carneiro, UnB
Fernando Henrique Kawabe
Fernando José Manrtins, UNIOESTE - PR
Fernando Peregrino, presidente do Instituto Republicano - PR
Fernando Vieira, historiador
FETAET - Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Tocantins
Firmiano Peratoner, Itália
Flávio Prieto, servidora pública federal -RJ
Forum Estadual de Econimia Solidária
Francesco Biagi, Itália, Centro Gandhi - Pisa
Francine Damasceno Pinheiro, advogada, doutoranda CPDA/UFRRJ
Francisco Alambert, historiador, USP
Francisco Carneiro De Filippo, economista, militante do PSOL e da Assembléia Popular no DF
Francisco Lewy, Sindicato dos Professores, Nova Friburgo/RJ
Franklin Leopoldo e Silva, filósofo, USP
Frederico Santana Rick, Pastorais Sociais, Belo Horizonte
Frei Anastácio Ribeiro, OFM, João Pessoa
Gabriela Dávila, Equador, CORPANP
Gaudêncio Frigotto, educador, UERJ
Gelsa Kmjnik
Geraldo Augusto Pinto
Geraldo Fabian Melo Frenco
Geraldo Prado, Desembargador do TJ do Rio de Janeiro e Professor de Direito da UFRJ
Gerson Teixeira, agrônomo, Brasília.
Geter Borges de Souza
Gilberto Caputo Santos, conselheiro do CORECON-RJ
Gilda Arantes, professora da rede publica do RJ
Gilney Viana, PT/MT
Giorgio Massi, itália, Rete Radiè Resch – Roma
Giovanni Caputo, Itália, jornalista
Gismário Ferreira Nobre, engenheiro agrônomo
Givanildo Manoel da Silva, educador popular e coordenador do Fórum Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente de SP
Gizlene Neder, UFF
Guilherme A. V. Dias, advogado
Guilherme Delgado, economista, Brasília.
Gustavo Oliveira
Hamilton Carvalho de Abreu, professor
Henrique Tahan Novaes
Horacio Martins, pesquisador agrário, Curitiba
Hugo Batalha, advogado
Humberto Delgado, Colômbia, SINCACFROMAYU
Igor Fuser, jornalista, Faculdade Cáspero Líbero (SP)
Igor Matos Lago
Ir. Michael Nolan
Ir. Sueli Belatto, Cônegas de Santo Agostinho
Iria Zanoni Gomes, socióloga, UFPR
Isabel Brasil, diretora da Escola Politécnica Joaquim Venâncio/Fiocruz.
Isabel Cristina Chaves Lopes, serviço social, UFF
Isabel Maria Loureiro
Isabella Jinkings, socióloga, professora e pesquisadora
Isidoro Revers
Ismael Cardoso, Presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas - UBES
Ismael Paredes Paredes, Colômbia, SICO-ONIC
Ivan Martins
Ivana Jinkings, editora, São Paulo
Ivi Tavares Abrahão Castillero. médica
Ivo Poleto
Ivônio Barros, educador popular, assessor pedagógico da Universidade Livre Feminista
Izabel Loureiro
Jade Percassi, socióloga
Jadir Anunciação de Brito, professor de Direito Constitucional UNIRIO e advogado
Jamil Murad, PCdoB
Jean Pierre Leroy
Jeferson Paz
João Alexandre Peschanski
João Carlos Juruna, Força Sindical
João Luiz da Silva Dias
João Machado Borges Neto, PUC-SP
João Márcio Pereira, historiador, pesquisador no Rio de Janeiro
João Tancredo, Presidente do Instituto de Defensores de Direitos Humanos
Joaquim Rodrigues dos Santod Filho, núcleo agrário do PT/DF
Joaquim Soriano, PT
Jônatas Campos, jornalista - Recife
Jorge Ancan N., Chile, Identidad Territorial Lafkenche
José Carlos de Assis
José Domingues de Godoi Filho, geólogo, UFMT
José Erandir da Rocha, servidor da CONTAG
Jose Fritsch, ex- ministro da Pesca, PT-SC
José Glauco Ribeiro Tostes, UENF
José Juliano de Carvalho Filho, economista, USP
José Marcelo Machado Tavares, historiador
José Monção da Silva, sociólogo
José Paulo Vicente Cruz, vice-presidente de ambiente, atencção e promoção da Saúde - Fundação Oswaldo Cruz
José Vaz Parente, Confederação Nacional das Associações dos Servidores do INCRA
Juan Carlos Monedero, Espanha, escritor
Juçara Martins Ramos
Juliana Amoretti, Assembléia Popular DF
Juliana Caetano, estudante UFRJ, PSOL/RJ
Juliana Picoli Agatte
Justiça Global
Kassiano Avancini Hilleshein
Keiji Kanashiro, ex-Secretário Executivo do Ministério dos Transportes, especialista em transporte e logística
Kildaire da Silva Pereira, Portugal, gestor de segurança
Lafaiete Neves, UFPR
Lalo Watanabe Minto
Laudiceia Schuaba Andrade, Secretaria Estadual de Mulheres no PT/ES
Laura Tavares, economista, Pró-Reitora de Extensão da UFRJ
Lauro Mattei, economista, UFSC
Leandro Uchoas, jornalista, RJ
Leda Maria Paulani, economista, USP
Lenin Erraez Andrade, Equador, UNASAY-FENOCIN
Leon Diniz Lima Junior
Leonilde Medeiros, sociólogo, CPDA/ UFRRJ
Levi Araújo, advogado, Pastor Batista, SP
Lidiane Penha, advogada do Instituto de Defensores de Direitos Humanos
Lilian Avivia Lubochinski, arquiteta
Lilian Moser, UFRO
Lincoln Secco, historiador, USP
Lindberg Farias, Prefeito de Nova Iguaçu – RJ
Lindomar Silva, Caritas Regional Norte II
Lívia Moreira de Alcântara
Luana Bonone, UJS
Luana de Ávila e Silva Oliveira, Assembléia Popular DF
Luci Choinack, Presidente do PT/SC, ex Deputada federal
Lucia Agrati, Itália, Rete Radiè Resch
Luciana Silva Garcia, advogada da Justiça Global
Luciene Lacerda, Instituto de Estudos em Saúde Coletiva – IESC/UFRJ
Luis Alberto Delgado, filósofo, UCB
Luis Bernardo Pericás
Luís Fernando Camargo de Barros Vidal, Associação Juízes para a Democracia
Luis Manosalvas, Equador, CNC-EA
Luis Mergulhão Ruas, professor, Rio de Janeiro
Luisa Santiago Vieira Souto, estudante de Ciências Sociais
Luiz Bassegio, Grito dos Excluídos Brasil
Luiz Bernardo Pericás, historiador
Luiz Carlos Pinheiro Machado Filho, pesquisador, UFSC
Luiz Carlos Pinheiro Machado, ex-presidente da Embrapa, pesquisador, UFSC
Luiz Fernando Zen Nora, Prefeitura de Teresópolis – RJ
Luiz Gustavo Assad Rupp, advogado, coordenador do Centro de Direitos Humanos Maria da Graça Braz (Joinville-SC)
Luiz Mario Behnken, Conselheiro do CORECON-RJ e do Fórum Popular do Orçamento
Luiz Renato Martins, USP
Luiz Roberto Lima
Maísa Mendonça, Rede Social de Direitos Humanos
Mandato do Deputado Estadual Marcelo Freixo, PSOL/RJ
Mandato do Deputado Federal Chico Alencar, Deputado Federal PSOL/RJ
Marcela de Ataíde Batista, Consulta Popular - Recife
Marcelo Adriano Rodriguês, webdesigner - RJ
Marcelo Badaró, historiador, UFF
Marcelo Braz, professor da Escola de Seviço Social da UFRJ
Marcelo Carcanholo, economista, UFF
Marcelo Ernandez, cineasta - RJ
Marcelo Firpo Porto
Marcelo Gavião, Presidente da UJS
Marcelo Ridenti, sociólogo, UNICAMP
Marcelo Rosa, UnB
Márcia Camargos, jornalista e escritora, São Paulo
Marciano Toledo da Silva, MPA
Márcio Boechat Ferreira, Florianópolis
Marco Antonio Perruso, professor UFRRJ
Marco Calabria, giornalista - Roma
Marcos Barbosa de Oliveira, pesquisador, USP
Marcos Pedlowski, Universidade Estadual de Campos - RJ
Marcos Rogério de Sousa, advogado e assesor jurídico da Liderança do PT no Senado
Margarida Barreto, Médica, São Paulo
Maria Aparecida Motta
Maria Auxiliadora Campos, UPE
Maria Betania Nunes Pereira, Florianopolis
Maria Cabralllo, Espanha
Maria de Fárima Valentim Pessanha, CRESS
Maria Gaia, Sindicado Dos Bancários - PA
Maria Grazia Visintainer, Itália
Maria Helena Guimarães Pereira, jornalista
Maria Margarida Nepomuceno, jornalista
Maria Náustria de Albuquerque
Maria Orlanda Pinasse
Maria Paola, Itália, Rete Radiè Resch - Roma
Marian Pessah
Mariana Bedron Lesche
Mariana Cecchetti, arquiteta - RJ
Mariana Diniz, Portugal
Mariana Fernandes da Cunha Loureiro Amorim, artista plástica, Recife
Mariana Trotta Dalallana Quintans, advogada, doutoranda CPDA/UFRRJ
Marijane Vieira Lisboa
Marildo Menegat, filósofo, UFRJ
Marina MacRae
Marina MacRae, linguista, USP
Marinella Correggia, Itália, jornalista
Mario Jakobsind, jornalista, Rio de janeiro
Mario Maestri, historiador, UPF
Maristela R. Santos, estudante de ciências sociais IFSC
Marta Gomes, Itália, Università La Sapienza - Roma
Marta Harnecker, Chile, escritora
Mary Ann Lynch, Equador/Perú, ALAI
Matheus Felipe de Castro, professor de Direito - UFSC
Mathias Seibel Luce
Maurício Campos dos Santos, engenheiro
Maurício Vieira Martins, UFF
Mauro Gentilini, Itália, Rete Radiè Resch - Roma
Memelia Moreira, Estados Unidos, jornalista
Michael Lebowitz, Canadá, escritor
Michel Marie Le Ven
Miguel Carvalho, Presidente do PSOL/SP
Morgana Eneile, Secretária Nacional de Cultura do PT
Movimento da Magistratura Fluminense pela Democracia
Movimento de Magistrados Fluminenses pela Democracia - MMFD
Movimento de Trabalhadores Cristãos – MTC (Regional Minas Gerais)
Movimento dos Pequenos Agricultores - MPA Brasil
Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB)
Newton Ferreira da Silva
Nicte-Ha Dzib Soto, Universidade do México
Nise Jinkinas, UFSC
Núcleo Socialista de Campo Grande, RJ
ONG Médicos Internacionais da Alemanha
Osvaldo León, Equador, ALAI
Otília Fiori Arantes, filósofa, USP
Padre Dirceu Fumagalli, Coordenador Nacional da CPT
Padre Pedro Baldissera, Deputado Estadual PT/SC
Partito della Rifondazione Comunista - SINISTRA EUROPEA (Itália)
Patricia Yallico Y, Equador, Escuela Formación Política Dolores Cacuango – Ecuarunari
Paula Castello Starkoff, Equador/Argentina, ALAI

Paulo Afonso A Quermes - diretor dos cursos de Filosofia e Ciência Política da Universidade Católica de Brasília- UCB
Paulo Afonso Quermes, Diretor dos cursos de Filosofia e Ciencia Política da UCB
Paulo Alves de Lima Filho
Paulo Andrade Magalhães
Paulo Andrade Magalhães Filho
Paulo Henrique Fernandes Silveira, filósofo, Universidade São Judas
Paulo Metri
Paulo Passarinho, Presidente do Conselho Regional de Economia do Rio de Janeiro
Paulo Pinheiro Machado, historiador, UFSC
Paulo Ribeiro, Presidente da Fundação Darcy Ribeiro - RJ
Paulo Silveira, sociólogo, USP Paulo Zarth
Pe. Paulo Ricardo Cerioli, OSFS, RS
Pedro Bezerra, Rádio Tupi FM, Planaltina/DF
Pedro César Batista, escritor e jornalista
Pedro Fiori Arantes, arquiteto e urbanista, Usina
Pedro Ivo de Souza Batista, ambientalista, Rede Eco-socialista - Brasília
Pedro Marinho, historiador
Pedro Martins Magalhães
Pedro Munhoz, músico, Rio Grande do Sul
Penelope Diniz, servidora pública federal - RJ
Plinio de A. Sampaio Jr., economista, UNICAMP
Plurial Filmes, produtora de cinema e TV
Pr. Wellington Santos
Pulo Henrique Martinez, historiador, UNESP
Rafael Augusto de Oliveira Lima, advogado - Rio de Janeiro
Raimundo César Barreto Jr., pastor da Igreja Batista Esperança, Salvador - BA, vice-presidente da Aliança de Batistas do Brasil.
Raimundo Palhano, MSP
Ramon Chaves de Araujo, Servidor do INCRA
Raquel Vuelta, ASSERA
Raul Zibechi, Uruguai, jornalista
Rede Contra a Violencia
Rede de Agroecologia do Maranhão
Regina Ângela Landim Bruno, CPDA/UFRRJ
Regina Celly de Carvalho Martins
Reinaldo Volpato, cineasta, São Paulo
Renam Brandão, diretor do Sindicato dos Bancários – RJ
Renato Cinco, sociólogo - Rio de Janeiro
Ricardo Antunes, sociólogo, UNICAMP
Ricardo Musse, sociólogo, USP
Ricardo Teixeira, historiador, UFF
Richard Gott, Inglatera, historiador
Rita de Cássia Paula Mendes, feminista, militante do PSOL/SP
Roberto Efrem Filho, professor de Direito, UFPB
Roberto Leher, pesquisador, UERJ
Roberto Ponciano, servidor público federal, Presidente do SISEJUFE-RJ e Diretor de formação da CUT RJ
Roberto Saturnino Braga, Rio de Janeiro
Rodrigo Nobile
Rogério Araujo Christensen
Rogério Correia, PT/MG
Rogerio Fernandes Macedo
Rogério Ferrari
Rogério Rocha, Conselheiro do CORECON-RJ
Roldolfo Gêiser, agrônomo e ambientalista, São Paulo
Romeiro Venâncio, filósofo, UFS
Ronald Rocha, sociólogo, Minas Gerais
Ronaldo Gaspar, Unicastelo
Rosa Couto, Florianópolis
Rosa Maria Marques, economista, PUC/SP
Rosely Carlos Augusto
Rosiana Queiroz, miltante do MNDH
Rozina Conceição, coordenadora da UBM/SP
Ruben Alfredo de Siqueira, CPT Bahia
Rubens Casara, Juiz de direito no RJ e professor universitário
Rubens Nodari, geneticista, UFSC
Ruy Braga, sociólogo, USP
Sally Burch, Equador, ALAI, Ecuador
Saloá Citolin, educadora popular - RS, CUT
Sandra Procópio
Sandra Quintela, economista
Sandro Sacchet de Carvalho, economista – Rio de Janeiro
Sávio Bonés, jornalista, Minas Gerais
Serena Romagnoli, Itália
Sérgio Haddad, Ação Educativa
Sergio Ricardo Coutinho, UCB
Sérgio Sauer, sociólogo, UNB, relator de Direitos Humanos para o tema da terra, alimentaçao e territorio da DHESCA Brasil.
Severo Salles, UnB e UNAM
Silvia Martínez del Río, Uruguai, jornalista
Silvio Porto, agrônomo, Brasília
Sinclair Mallet Guy-Guerra
Sonia Lúcio Rodrigues de Lima, UFF
Sylvia Gemignani Garcia, socióloga, USP
Tania Maria de Castro Carvalho Netto
Tatiana Dahmer, diretora da ABONG
Teresa Peixoto Faria, UENF-RJ, Diretora do Centro de Ciências do Homem/UENF
Terezinha Cavalcante Feitosa, doutoranda CPDA/UFRRJ
Terezinha Martins dos Santos Souza, psicóloga, IESC/RJ
Tetê Moraes, cineasta - RJ
Theresa Cristina Zavaris Tanezini, UFS
Thiago de Ávila e Silva Oliveira, Brasilia
Thiago Douglas Moreira da Silva - Movimento Mudança / Movimento Ação e Identidade Socialista PT
Thiago Melo, mandato do Deputado Estadual Marcelo Freixo PSOL/RJ
Thomaz Ferreira Jensen, economista, São Paulo, SP
União da Juventude Socialista – UJS
Valdencastro Pereira Vilas Boas, CEFET/BA
Valéria Dias de Lima, Intersindical
Valmor Stedile, PDT-Paraná
Vanessa Silva, jornalista
Vânia Dalcin, Portugal, mestranda em educação intercultural
Vanilde dos Santos
Vanisa da Silva, estudante de serviços social, UCS
Vera Lucia Martins Ramos
Vicente Almeida, Presidente SINPAF SS Hortaliças
Victor Neves, músico – Rio de Janeiro
Vinicios de Rezende, UNICAMP
Wagner da Silva Olibeira, APEDEMA - Assembléia Permanente das Entidades em Defesa do Meio Ambiente no estado do Rio de Janeiro
Wallace Moraes, deoutor em Ciência Política
Werley Rodrigues de Carvalho
Willian Clementino da Silva, diretor de Política Agrária da CONTAG
Wilmar Ferraz, Secretário de Cultura do PT/GO
Wilson Cano, economista, UNICAMP
Wolfgang Leo Maar, filósofo, UFSCar
Zilda Ferreira


Sincerely,

Grupo Gestus (Araraquara) - Sobre Todos Nós - São Paulo - SP


Adicionar imagem

24 setembro, 2009

Artes Visuais & Arte Sonora.



PREFEITURA DO RIO / Cultura

Centro Cultural José Bonifácio


ARTES VISUAIS & ARTE SONORA

Performance / Instalação

Anne-Julie Rollet • Sébastien Perroud • Julien Lobbedez


Participação dos estudantes da Escola de Belas Artes da UFRJ

Idealização projeto Lugares Fonte da associação francesa Occupation


25 e 26 de setembro das 18h30 às 22h

Centro Cultural José Bonifácio

Rua Pedro Ernesto, 80. Gamboa.

Tel : 2233 7754


Organização : Sabine Campredon, Larissa Gabarra

Foto : Instalação Sébastien Perroud - Você é maravilhosa - Parque das ruinas, Rio 2007


«França.Br 2009» Ano da França no Brasil (21 de abril a 15 de novembro) é organizada :

- Na França : pelo Comissariado geral francês, pelo Ministério das Relações exteriores e européias, pelo Ministério da Cultura e da Comunicação e por Culturesfrance

- No Brasil : pelo Comissariado geral brasileiro, pelo Ministério da Cultura e pelo Ministério das Relações Exteriores

O interrogatório - umva vigília pela vida!

Você é nosso convidado, está vigília só tem sentido se você vier e trouxer seus amigos e famíliares!!!

Dê sua contribuição repasse esse convite no seu mailing, obrigado!!!
Antonio Barboza Ator

O INTERROGATÓRIO
uma vigília pela vida - 24 horas de teatro

Dias 25 e 26 de setembro de 2009
CASA DE CULTURA LAURA ALVIM (Ipanema)

Início: 18 horas do dia 25/09
Término: 18 horas do dia 26/09

Texto: Peter Weiss

Direção: Eduardo Wotzik

com
Alexandre Barros, Alexandre Menezes, Alexandre Mofati, Alexandre Varella, André Frazzi, Antonio Barboza, Bruno Augusto, Carla Ribas, Cristina Rudolph, Elder Gattely, Fernardo Arze, Fernanda Neder, Franco Almada, Flávio Siqueira, Gustavo Damasceno, Gustavo Grangeiro,Hamilton Ricardo, Ivan Fernandes, Johnny Luz, Julia Rabello,Laura Limp, Louri Santos, Luiz Washington,Natally do Ó, Nilson Nunes, Renato Albuquerque, Sílvio Pozzato,Stella Brajterman, Susanna Kruguer, Thiago Magalhães, Xando Graça, Zé Guilherme Guimarães e Yashar Zambuzzi

Trilha sonora de Carlos Bernardo

Iluminação de Paulo César Medeiros

Cenografia de José Dias

Supervisão de figurinos: Biza Viana

Design Gráfico de Thiago Ristow

Fotos de Divulgação de Dalton Valério

Direção de Produção: Alexandre Varella e Eduardo Wotzik

Produção: Laura Limp, Fernanda Neder e Maria Alice Silvério

Assistentes de Direção: Alexandre Varella, Laura Limp e Fernanda Neder

Captação e transmição em vídeo:
Daniel Ribeiro, Daniel Tendler e José Luiz Júnior

Captação e transmissão de som: Dida Mello

Assistente de captação de som: Anderson França

Realização: CENTRO DE INVESTIGAÇÃO TEATRAL

ENTRADA FRANCA
Venha fazer parte desta vigília cênica.
Você pode entrar, sair e voltar quando quiser, quantas vezes quiser.
Visitem nossas páginas.
BLOG DO ESPETÁCULO: http://ointerrogatorio.blogspot.com
TWITTER DO ESPETÁCULO: http://twitter.com/interrogatorio

23 setembro, 2009

Projeto Dulcinéia Catadora

Quem avisa amigo é:

Dia 24/09/2009 - 20h.

Nesta quinta - feira - Alice Ruiz, Ná Ozzetti

Local: Mercearia São Pedro - SP.

Conheça o projeto:
http://www.dulcineiacatadora.110mb.com/

21 setembro, 2009

Prueba podría detectar gripe A H1N1 en minutos

Publicado no site SciDev.Net

Prueba podría detectar gripe A H1N1 en minutos

Luisa Massarani

16 septiembre 2009 | EN | ES | 中文

fluorescence-microscope_Flickr_Guillaume-Goyette.jpg

[RIO DE JANEIRO] Una prueba que usa nanotecnología para detectar y diagnosticar rápidamente enfermedades infecciosas probablemente sea más barata y expedita que las pruebas usadas actualmente para detectar la gripe A H1N1, dice su inventor.

La prueba ELINOR (Luminiscencia Mejorada de Origen Orgánico-Inorgánico por sus siglas en inglés), desarrollada por investigadores brasileños del Departamento de Física de la Universidad Federal de Permambuco, usa la fluorescencia para detectar virus específicos en las muestras de los pacientes.

Se basa en un material fluorescente, hecho de nanopartículas de metal y un polímero, adjunto a un cebador (‘primer’), es decir un segmento de ADN o ARN que coincide con una parte específica del material genético del patógeno. En esas condiciones, un microscopio fluorescente puede detectar incluso una pequeña cantidad del virus.

En un trabajo inédito aún, los investigadores detectaron exitosamente virus del dengue y virus del papiloma humano.

La técnica de diagnóstico es más sensible y mucho más rápida que la reacción en cadena de la polimerasa (PCR por sus siglas en inglés), el método usado actualmente para amplificar un tramo del material genético del virus de manera que esté lo suficientemente presente para ser detectado, según Celso Pinto de Melo, coordinador de la investigación. El método PCR demora 72 horas pero el ELINOR toma menos de cinco minutos, afirmó.

“Nuestra prueba no requiere la amplificación del material genético –un paso que es caro—dado que el nanocompuesto que añadimos a una muestra infectada es suficiente para generar una luminosidad intensa que puede ser vista fácilmente con un microscopio de fluorescencia”, explicó Melo.

La prueba de ELINOR aún no ha sido usada para diagnosticar A H1N1 ya que, según el equipo de Melo, no ha sido posible obtener muestras del virus. Culpa a la burocracia brasileña de este retraso.

Según Melo, el ministro de salud le dijo que necesita solicitar las muestras al estado de Permambuco. Pero el estado dice que las muestras se deben solicitar al Ministro de Salud en Brasilia.

Sin embargo, cuando SciDev.Net contactó a Reynaldo Guimarães, secretario de Ciencia, Tecnología e Insumos Estratégicos del Ministerio de Salud, dijo que iba a intervenir. “Si (Melo) no puede obtener las muestras en Permambuco, trataremos de que las consiga en Río de Janeiro y yo personalmente voy a ayudarlo”, dijo Guimarães.

En el caso de que Melo pruebe que la prueba de ELINOR es capaz de detectar el A H1N1 y distinguirlo de la gripe estacional, se requerirán ensayos clínicos antes de que la Agencia Nacional de Vigilancia Sanitaria pueda autorizar su uso general.

Michael Jones, profesor titular en la división de ciencia de la investigación en el Colegio Imperial de Londres, en el Reino Unido, indicó que usar un microscopio de fluorescencia para detectar directamente la presencia de un patógeno es potencialmente emocionante.

Pero se preguntó si la prueba realmente tomará cinco minutos desde que se incluya la preparación de la muestra. Señaló que el PCR puede procesar varias muestras de manera simultánea.

El éxito de la prueba dependerá de su sensibilidad, añadió. El PCR puede amplificar el ADN desde una simple célula y si bien eso no es necesario para el diagnóstico, sí se requerirá un cierto umbral de sensibilidad. “Si puede detectar 100 moléculas en cinco minutos sería grandioso”, opinó.

El costo es otro tema, agregó Jones. La producción del nanocompuesto tendrá algún costo adicional mientras que los microscopios fluorescentes –que cuestan aproximadamente lo mismo que una máquina de PCR—están disponibles solamente en los laboratorios de patología.

“Si realmente una prueba simple llega al laboratorio y se obtiene un resultado en una hora, eso sería muy, pero muy bueno, pero ¿cuánto va a costar?”, finalizó.

I Congresso de Escritoras Brasileiras em Nova York

The Brazilian Endowment for the Arts is pleased to announce the

I Congresso de Escritoras Brasileiras em Nova York/First Congress

of Brazilian Women Writers in New York from October 14 - 16,

2009. This event honors the creative achievements of Brazilian

women writers from colonial times to the present through the work

of three pioneering figures in Brazilian letters: Nísia Floresta,

Cecília Meireles and Clarice Lispector. The conference is

co-sponsored by REBRA (Rede de Escritoras Brasileiras); The

Center for Translation Studies, University of Illinois; BRASA;

and The New York Film Academy.

Advance information on the Congress can be found on the website

of the Brazilian Endowment for the Arts at

www.brasilianendowment.org or by telephone at 212-371-1556.

Registration: $25.

Program subject to change

October 14, 2009
Location: New York Film Academy

9:00 - 10:30 - Opening Ceremony
Domício Coutinho, President, Brazilian Endowment for the Arts
Ambassador Osmar Chohfi, Consulate General of Brazil in New York
Jacilene Brataas, Writer, Representative of REBRA
Keynote address: Ana Maria Machado, Academia Brasileira de

Letras;
Introduction by Renata Wasserman, Wayne State University

REMEMBERING NÍSIA FLORESTA

11:00 - 12:30 Session 1: Nísia Floresta
Facilitator - Joyce Cavalccante, writer
Presenters - Constância Lima Duarte, Universidade Federal de

Minas Gerais; Peggy Sharpe, Florida State University

12:30 - 14:00 Lunch Break

Afternoon sessions held at the Brazilian Endowment for The Arts,

240 E 52nd Street

14:00 - 15:30 Session 2: Nísia Floresta
Facilitator - Susan Quinlan, University of Georgia
Presenters - Charlotte Liddell, University of Manchester, UK;

Elizabeth Marchant, University of California at Los Angeles

16:00 - 18:00 Workshop
Translating Brazilian Women Writers
Facilitators- Elizabeth Lowe, University of Illinois at Urbana-

Champaign; Earl Fitz, Vanderbilt University; Gregory Rabassa,

Translator

18:00 - 19:30 Book Signings

20:00 - 21:00 Lecture
Joyce Cavalccante, Writer, President of REBRA
A Literary History of Brazilian Women Writers
Introduction by Steve Butterman, University of Miami

October 15, 2009
Location: Brazilian Endowment for The Arts, 240 E 52nd Street

REMEMBERING CECÍLIA MEIRELES

10:00 - 12:00 Session 1: Cecília Meireles
Facilitator -Paula Gândara, Miami University
Presenters - Darlene Sadlier, Indiana University; Katia Bezerra,

University of Arizona at Tucson; Charles Perrone, University of

Florida

12:00 - 13:30 Lunch Break

13:30 - 15:30 Session 2: Cecília Meireles
Facilitator - Lucia Bettencourt, Writer
Presenters -Regina Zilberman, UFRS; Luiz Fernando Valente, Brown

University; Luiza Franco Moreira, Binghamton University

16:00 - 18:00 Workshop
Brazilian Women Poets
Facilitator - Miriam Alves, Writer
Introduction by Emanuelle Oliveira, Vanderbilt University

20:00 Panel discussion
The Impact of Translation on the Writer's Work
Moderator: John O'Brien, Director, Dalkey Press; Cliff Landers,

Translator; Nelson Vieira, Brown University; Rick Santos, Nassau

Community College; Conceição Evaristo, Writer; Miriam Alves,

Writer.

October 16, 2009
Location: Brazilian Endowment for The Arts, 240 E 52nd Street

REMEMBERING CLARICE LISPECTOR

10:00 - 12:15 Session 1: Clarice Lispector
Facilitator - Lesley Feracho, University of Georgia
Presenters -Nadia Gotlib, Universidade de São Paulo; Maria José

Barbosa, University of Iowa; Diane Marting, University of

Mississippi

12:15 - 14:00 Lunch Break

14:00 - 16:00 Session 2: Clarice Lispector
Facilitator - Marta Almeida, Yale University
Presenters - Marta Peixoto, New York University; Sonia Roncador,

University of Texas; Alexis Levitin, State Univeristy of New

York, Plattsburgh; Dario Campos, Vice-Consul, Consulate General

of New York

16:30 - 18:30 Workshop
Brazilian Women Write the Short Story
Facilitator - Conceição Evaristo, Writer
Introduction by Carolyn Durham, North Carolina Agricultural and

Technical State University

18:30 - 19:30 Cocktail
Sponsored by the Consulate General of Brazil of New York
Award Ceremony for Winners of Literary Contests in Poetry and

Short Fiction

20:00 Panel Discussion
New Trends in Brazilian Women's Writing
Moderator: Ana Maria Machado; Panelists: Regina Rheda, Paula

Parisot, Lucia Bettencourt, Adriana Lisboa

21: 00 Closing Ceremony
Domício Coutinho

Image de la femme dans la peinture brésilienne

Le Centre d'études et de recherches sur le Brésil-CERB

a le plaisir d'annoncer les

Midis Brésil «brunché»: Mardi, le 22 septembre à 12 h 30

Conférence « Image de la femme dans la peinture brésilienne »

suivie d'une discussion sur le thème par Lucia Teixeira

Professeure associée, Universidade Federal Fluminense et

chercheuse au Conseil national de recherche du Brésil;

Résumé

La présentation fera l’analyse des représentations de la figure

féminine dans la peinture brésilienne à différents moments de

l’histoire du pays. On se penchera sur des tableaux de Almeida

Junior (1850-1899), disciple de l'académisme, Tarsila do Amaral

(1886-1973), figure phare du modernisme brésilien, et Beatriz

Milhazes (1960- ), jeune peintre contemporaine. À partir d’une

analyse sémiotique, on verra que les changements de l’image de la

femme correspondent à des changements de valeurs esthétiques et

morales de la société brésilienne.

Les Midis Brésil "brunché" se tiendront tous les mardis jusqu'au

1er décembre 2009 de 12 h 30 à 14 h au local J-1060 de l'UQAM

Pavillon Judith-Jasmin (405, rue Sainte-Catherine Est) Entrée

libre, soyez les bienvenus!

CENTRE D'ÉTUDES ET DE RECHERCHES SUR LE BRÉSIL (CERB) Faculté de

communication Université du Québec à Montréal CP 8888, succ.

Centre-ville Montréal (Québec) Canada H3C 3P8

Téléphone/fone: (514) 987-3000, poste/ramal 8207#

Télécopieur/fax: (514) 987-4650

Courriel/email: brasil@uqam.ca

Internet/Site: www.unites.uqam.ca/bresil

21 de setembro - Dia Internacional contra as Monoculturas de Árvores

Enviado por Maria Carolina Crispi Coelho

TEMA CENTRAL DESTA EDIÇÃO: Dia Internacional Contra as Monoculturas de Árvores

Este boletim é uma contribuição para as atividades que serão realizadas no dia 21 de setembro, Dia Internacional contra as Monoculturas de Árvores. É importante enfatizar que a escolha desta data está enraizada nas lutas das comunidades contra as plantações. A data foi primeiramente escolhida por redes de trabalho locais no Brasil, que em 2004 decidiram estabelecer essa data consagrada à luta contra as monoculturas de árvores. Seguindo essa orientação, a data foi logo adotada por um grande número de comunidades e organizações que lutam contra as plantações em seus próprios países e internacionalmente. A partir de então, mais e mais pessoas se uniram para desenvolverem diversas atividades nessa data, e assim contribuem para gerarem consciência sobre os impactos sociais e ambientais provocados pelas plantações.

Esperamos que este boletim- bem como o conjunto das outras ferramentas disponíveis em nosso site possa colaborar no fortalecimento das lutas das comunidades locais a fim de deter a expansão das plantações de monoculturas de árvores.

NOSSA OPINIÃO

Os "benefícios" das plantações de árvores: acabando com os mitos

OS CAÇA-MITOS

Mito No. 1: As plantações florestais são “florestas plantadas”. Eduardo Galeano

Mito No. 2: As plantações de árvores geram emprego. Winnie Overbeek

Mito No. 3:
As plantações são bem mais produtivas do que as florestas nativas. Premrudee Daoroung

Mito No. 4:
As plantações de árvores são boas para o meio ambiente.Wally Menne

Mito No. 5: As plantações aliviam a pressão sobre as florestas nativas.Ginting Longgena

Mito No. 6: As plantações são necessárias para satisfazer a crescente necessidade de papel. Mandy Haggith

Mito No. 7: As plantações oferecem oportunidades às mulheres. Ivonne Ramos

Mito No. 8: A certificação garante que as plantações são socialmente benéficas e ambientalmente sustentáveis. Elizabeth Díaz

Mito No. 9: As plantações de dendezeiros ajudam a mitigar a mudança climática através da produção de agrodiesel. Elizabeth Bravo

Mito No.10: As plantações de madeira ajudam a lidar com a mudança climática através da produção de etanol. Scot Quaranda

Mito No. 11: As plantações de árvores contribuem para a abordagem da mudança climática ao neutralizarem o carbono emitido pelos combustíveis fósseis. Kevin Smith

Mito No. 12: As plantações de árvores como sumidouros de carbono contribuem para a abordagem da mudança climática ao compensarem o carbono emitido pelos combustíveis fósseis. Larry Lohmann

Mito No. 13: A modificação genética é útil e necessária para melhorar as árvores. Anne Petermann

Mito No. 14: A inclusão das plantações no mecanismo relacionado com o clima REDD ajudará a lidar com a mudança climática. Chris Lang

Mito No. 15: A plantação de árvores para produzir biochar pode contribuir para mitigar a mudança climática. Almuth Ernsting

FERRAMENTAS PARA A AÇÃO

Materiais disponíveis para o dia 21 de setembro

NOSSA OPINIÃO

- Os "benefícios" das plantações de árvores: acabando com os mitos

O Dia Internacional contra as Monoculturas de Árvores é uma boa oportunidade para mostrar em descoberto as falsidades que são ditas a respeito das supostas bondades das monoculturas de árvores. Essas falsidades não surgiram sozinhas, mas são o resultado de um longo processo, no que pessoas e instituições vinculadas ao setor plantador-empresarial têm inventado argumentos para convencer tanto o público em geral quanto os governos e instituições, a respeito da conveniência da plantação massiva de árvores.

O fato de que nenhum desses argumentos tenha qualquer fundamento científico não tem sido qualquer obstáculo para que sejam divulgados como “verdades científicas”, não apenas pelos diretamente beneficiados –as empresas- mas também por todo o aparelho técnico-burocrático –nacional e internacional- colocado a seu serviço. Nesse processo, a sabedoria local tem sido descartada como “ignorância” e a verdadeira ignorância tem sido elevada ao pedestal de “ciência”.

Ao longo dos anos, o WRM tem virado o eco da voz dos atingidos, que uma e outra vez têm demonstrado que as “verdades científicas” sobre as plantações são apenas falsidades. Nesse sentido, nossas publicações e artigos têm recolhido e difundido os depoimentos de pessoas que têm sofrido a degradação de todos os recursos dos que dependiam –solo, água, flora, fauna- como efeito direto da implantação de monoculturas de árvores em suas regiões.

Também temos difundido a voz daqueles profissionais e estudantes florestais que se opõem à expansão das monoculturas de árvores, que no ano passado declararam que “não apenas as monoculturas não são florestas, mas também que tais plantações resultam ou resultaram na destruição das nossas florestas nativas e de outros ecossistemas igualmente valiosos”. (ver declaração completa em http://www.wrm.org.uy/plantaciones/forestales.html)

No entanto, e apesar de toda a evidência acumulada, os interesses empresariais têm continuado prevalecendo e as plantações continuam beneficiando-se com a imagem positiva inventada por seus promotores.

No presente boletim quisemos complementar os depoimentos locais com os de pessoas com ampla experiência e envolvimento em escala global na luta contra as monoculturas de árvores e lhes solicitamos que respondessem muito brevemente às principais falsidades difundidas pelo setor de plantação. O que segue são suas respostas, que sem dúvidas servirão para fortalecer –com mais argumentos- os que se enfrentam em luta desigual com o avanço plantador. A todas e todos os que fizeram contribuições: muito obrigado!

OS CAÇA-MITOS

Mito No. 1: As plantações florestais são “florestas plantadas”

As plantações são florestas uniformizadas. Parecem soldadinhos em fileira e é isso o que são. Vestidos de verde, marcham para o mercado mundial. Mentem os hinos que em nome da natureza cantam suas glórias. As florestas industriais se parecem com as florestas naturais tanto quanto a música militar se parece com a música, e tanto quanto a justiça militar se parece com a justiça.

Eduardo Galeano, escritor, Uruguai

Mito No. 2: As plantações de árvores geram emprego

As plantações de árvores em larga escala não geram emprego porque a produção é sempre feita de forma mais mecanizada possível. A Veracel Celulose no Brasil, por exemplo, gera 1 emprego direto em cada 103 hectares de eucalipto. Enquanto isso, a plantação de café, muito comum no Brasil, é capaz de criar até 1 emprego por hectare.

Em busca do lucro, as empresas exploram os poucos trabalhadores que atuam, colocando em risco a saúde dessas pessoas. Entre os operadores das máquinas de corte, que cumprem 5 funções ao mesmo tempo, é comum problemas na coluna, no braço e de insuficiência renal. As mulheres que trabalham nos viveiros de produção de mudas também sofrem de problemas relacionados aos esforços repetitivos, causando lesões no braço e na mão. A política de terceirização do trabalho reduz ainda mais os direitos e salários dos trabalhadores.

Os empregos gerados são também extremamente caros, se comparados com o custo de geração de outros empregos no campo. Por exemplo, um emprego gerado pela Veracel Celulose custa US$ 2 milhões de dólares. Com este valor, daria para assentar mais de 150 famílias em assentamentos da reforma agrária, propiciando um futuro para essas famílias e produzindo alimentos para abastecer as cidades, em vez de exportar celulose para papéis descartáveis na Europa.

Winnie Overbeek, Rede Alerta contra o Deserto Verde, Brasil

Mito No. 3: As plantações são bem mais produtivas do que as florestas nativas

Qualquer pessoa que adira a essa idéia deve ser uma pessoa que nunca tem visitado uma área de floresta circundada por comunidades, ou que simplesmente está vinculada ao negócio das plantações. Os povos locais nos países do Mekong no Sueste da Ásia que vivem e se baseiam em suas florestas nativas estarão totalmente em desacordo com essa declaração. Para eles, a conversão de suas florestas em plantações tem começado a ser o pior pesadelo que têm sofrido na vida real.

Para os habitantes da floresta de áreas de florestas tropicais no Sul da China, Birmânia, Laos, Camboja, Tailândia e Vietnã, as plantações não são apenas improdutivas: não têm qualquer valor. As grandes plantações de eucaliptos, seringueiras e dendezeiros que se têm levado suas áreas de florestas nativas não podem fornecer alimentos diários, abrigo e medicinas – tudo o que satisfaz as necessidades básicas da vida. Ainda mais, os aldeões laosianos e tailandeses que freqüentam as florestas sagradas habitadas por bons espíritos nos disseram: “os espíritos dos antepassados não permanecerão em uma plantação” porque os espíritos simplesmente não podem viver em florestas falsas, e as pessoas não querem permanecer em uma comunidade que já não tem espíritos guardiões.

As plantações disfarçadas de “florestas” somente podem fornecer um produto –madeira ou óleo de dendê ou borracha- que claramente não pode competir com os produtos alimentares, culturais e espirituais da biodiversidade, que as florestas fornecem para os povos locais. Portanto, se a mentira supra não for exposta como o que é realmente –uma invenção produzida desde uma perspectiva cega- mais e mais pessoas do mundo inteiro serão privadas da sustentação de suas vidas, baseada nas florestas nativas.

Premrudee Daoroung, Towards Ecological Recovery and Regional Alliance (TERRA), Tailândia

Mito No. 4: As plantações de árvores são boas para o meio ambiente

Por que esta afirmação simplesmente é falsa?

As plantações de monoculturas de árvores nunca podem melhorar o meio ambiente natural que é eliminado ao serem estabelecidas as plantações.

• As espécies vegetais originárias, que satisfazem as necessidades tanto das pessoas como da vida silvestre perdem-se, e isso significa que os ecossistemas naturais desaparecem.
• A substituição da vegetação natural e até das terras agrícolas por plantações de árvores leva ao esgotamento do solo e da água superficial.
• As plantações de monoculturas de árvores afetam a saúde do solo, aumentando a acidez, poluindo com produtos químicos tóxicos, e causando a compactação do solo.
• A beleza intrínseca das paisagens é destruída pelas plantações de árvores que bloqueiam os atrativos cenários com ‘uma verde manta de morte’.
• As plantações de árvores são geralmente de espécies intrusas que se espalham fora das plantações, invadindo zonas úmidas, pradarias, urzais e florestas.
• As comunidades locais, que incluem os Povos Indígenas, são deslocadas de suas terras, e obrigadas a morar em favelas superlotadas e insalubres.

Além dos impactos diretos das plantações de árvores acima listados, tais plantações acarretam muitos impactos ambientais indiretos ou ‘em cadeia’ quando são cortadas, transportadas e processadas para serem exportadas na forma de toras, lascas ou celulose.

• Os rios, lagos e oceanos estão poluídos com efluentes e produtos químicos das fábricas.
• A combustão de combustíveis e os processos químicos causam grave poluição do ar.
• A indústria de papel e celulose é o terceiro maior emissor de gases de efeito estufa.

Fica, portanto, claro que as plantações de árvores são RUINS para o meio ambiente.

Wally Menne, Timberwatch Coalition, África do Sul

Mito No. 5: As plantações aliviam a pressão sobre as florestas nativas

Uma propaganda típica divulgada pelos interesses comerciais e pelos governos em muitos países tropicais é dizer que as plantações aliviarão a pressão sobre as florestas nativas. Alegam que com suficientes plantações, as florestas nativas eventualmente seriam deixadas em paz, já que as plantações forneceriam suficiente madeira para evitar a necessidade de extrair madeira das florestas nativas.

Esse argumento é uma mentira grosseira. Em primeiro lugar, porque as plantações e as florestas produzem diferentes qualidades de madeira, endereçadas para diferentes mercados. Isso significa que a demanda de madeira de alta qualidade continuará baseando-se em florestas nativas enquanto a madeira das plantações fornecerá a demanda de madeira de menor qualidade.

O que é mais importante, na maioria dos casos, as plantações de monoculturas são estabelecidas pela substituição de uma floresta nativa, que é derrubada e cortada, para deixar o caminho livre para a plantação. Através dessa operação, a companhia de plantação –que às vezes também é a companhia que corta a floresta- ganhará ao mesmo tempo acesso a madeira econômica –do corte da floresta- e a terra fértil ocupada até esse momento pela floresta. Em muitos casos, as companhias de plantação nem sequer estabelecem a plantação depois da derruba e corte das florestas nativas –apesar de que a madeira é vendida, logicamente- e abandonam a área deixando uma floresta degradada. Na Indonésia, milhões de hectares de florestas degradadas têm sido o resultado desse processo.

Em resumo, as plantações não apenas não “aliviam a pressão” sobre as florestas, mas são uma das principais causas do desmatamento e da degradação das florestas.

Ginting Longgena, WALHI, Indonésia

Mito No. 6: As plantações são necessárias para satisfazer a crescente necessidade de papel

A necessidade de papel não está crescendo. Nós não deveríamos confundir níveis de consumo com necessidade. Nos países ricos, já usamos muito mais papel do que necessitamos, e a maior parte dele é esbanjada. A verdadeira necessidade consiste em reduzir a demanda de papel, a fim de usar esse valioso recurso de forma mais eficiente e de incentivar sistemas de reciclagem para garantir que as fibras de papel sejam reutilizadas uma e outra vez. Obviamente, existem países e comunidades onde o consumo de papel está atualmente bem abaixo do que é necessário para a educação e o compromisso democrático, e eles têm o direito a usar mais. As escolas necessitam livros, os votantes necessitam cédulas de votação. Ninguém está sugerindo que o papel não seja benéfico. Ninguém está sugerindo que seu uso seja totalmente negativo e que deva ser eliminado. No entanto, as revistas não lidas, o lixo postal, a embalagem excessiva, as fotocópias inúteis, isso tudo é desperdício e deveria ser limitado. Sem produzir mais papel do que atualmente, mas compartilhando-o mais equilibradamente, as necessidades de papel de cada pessoa na terra poderiam ser facilmente satisfeitas. Ao substituir as fibras virgens por alternativas como o papel reciclado ou resíduos agrícolas, seriam necessárias menos árvores e não mais. Com toda certeza nós não precisamos de mais plantações de árvores para fornecer fibras para papel.

Mandy Haggith, autora de Paper Trails: From Trees to Trash, the True Cost of Paper (Random House/Virgin Books, 2008).

Mito No. 7: As plantações oferecem oportunidades às mulheres

A experiência do Equador nas áreas onde as plantações de pinheiros foram espalhadas em grande escala aponta que, longe de oferecer oportunidades às mulheres, estas foram prejudicadas de diversas formas.

A chegada das plantações florestais aos páramos equatorianos significou a destruição dos sistemas econômicos locais, fortemente baseados em uma economia de subsistência. A pequena agricultura de auto-abastecimento era realizada pelas mulheres, o que oferecia a elas certa soberania alimentar, além de uma margem para negociar os excedentes. As plantações desmantelaram esse sistema e obrigaram às comunidades a integrar-se a um novo sistema econômico em que o dinheiro é o elemento central, dando pouca cabida às mulheres, em um mundo dominado pelos homens.

Por outro lado, a expansão de monoculturas florestais provocou também que as fontes de água secassem. Isso recai sobre as mulheres em dois sentidos: como são elas- junto com as crianças- as encarregadas do pastoreio, agora devem percorrer longos trajetos em busca de água para seus animais. Por sua vez, a escassez de água faz com que os afazeres domésticos e agrícolas sejam mais trabalhosos.

As mudanças sócio-econômicas decorrentes da entrada das plantações, unidas aos impactos ambientais têm provocado também uma migração generalizada. Na Serra a tendência é que os homens saiam para trabalhar nas cidades e as mulheres fiquem em casa com as crianças. Isso implica uma carga adicional sobre a mulher, pois os habituais afazeres domésticos são acrescentados agora com trabalhos na roça que anteriormente faziam os homens- com exceção da semeadura e da colheita, para as quais os homens voltam.

Em suma, as plantações não fizeram senão piorar a situação das mulheres, sem dar-lhes qualquer benefício em troca.

Ivonne Ramos, Acción Ecológica, Equador

Mito No. 8: A certificação garante que as plantações são socialmente benéficas e ambientalmente sustentáveis

Na área das plantações de árvores, o FSC surge como o principal organismo encarregado de conceder um certificado às plantações que considerar como “ambientalmente adequadas, socialmente benéficas e economicamente viáveis”.

O problema insuperável desse “selo verde” outorgado pelo FSC é que aceita o que intrinsecamente não pode ser nunca nem socialmente benéfico nem ambientalmente sustentável: o modelo de monoculturas de árvores em grande escala.

No Uruguai, uma após a outra, as empresas que solicitam a certificação a conseguem, mas os impactos continuam e tornam-se mais graves à medida que as plantações- certificadas ou não- cobrem extensões cada vez maiores em diferentes regiões do país. São inúmeros os testemunhos a respeito do que acarretam as plantações florestais para as comunidades locais: ocupação de territórios, concentração e estrangeirização da terra, deslocamento de comunidades e de outros modos de produção, falta de água, erosão do solo, perda da soberania alimentar, por citar alguns impactos. E, no entanto, o FSC continua outorgando certificações.

É por isso que a certificação não faz mais do que legitimar a expansão das plantações, maquiando-as de verde, e com isso enfraquece a luta daqueles que resistem em nível local, nacional, regional e internacional.

A única medida socialmente benéfica e ambientalmente sustentável a respeito das monoculturas de árvores é suspender sua expansão.

Elizabeth Díaz, Grupo Guayubira, Uruguai

Mito No. 9: As plantações de dendezeiros ajudam a mitigar a mudança climática através da produção de agrodiesel

A expansão das plantações de dendezeiros geralmente ocorre à custa da transformação de ecossistemas naturais, especialmente florestas úmidas tropicais. Isso tem efeitos nefastos, por um lado porque essas florestas abrigam comunidades tradicionais que têm aprendido ao longo de milênios a compreender a floresta e a usá-la respeitando sua dinâmica natural. Por outro lado, a destruição da floresta implica a liberação de dióxido de carbono (CO2) – um dos gases de efeito estufa, cuja acumulação na atmosfera é responsável pelo aquecimento global e a decorrente mudança climática. Mas não é só isso senão que se fizermos um balanço de CO2 comparativo entre os dois sistemas (a floresta e as plantações), veremos que as florestas tropicais, devido a sua complexidade, armazenam e fixam muito mais carbono.

As plantações de dendezeiros, como qualquer monocultura em grande escala, exigem grande quantidade de insumos a base de combustíveis fósseis, que liberam carbono. Também precisam de praguicidas, devido à grande quantidade de pragas e doenças que infestam as plantações, bem como de herbicidas para combater outras espécies diferentes que possam concorrer pela água e os nutrientes. Isso tudo produz mais um desequilíbrio de carbono, somado ao fato de o agrodiesel produzido a partir do óleo de dendê geralmente ter como destino a exportação cujo necessário processo de transporte gera mais emissões de CO2.

É bem possível que o consumidor europeu que use o óleo ou o agrodiesel de dendezeiro produzido em um país tropical tenha a sensação de estar usando um combustível “ecológico” ou “verde”. Mas ignora que esse combustível foi transportado desde o outro lado do mundo, queimando combustíveis fósseis durante sua viagem, e o que é mais grave ainda, destruindo a forma de vida de centenas de comunidades locais e de ecossistemas naturais.

É por isso tudo que as plantações de dendezeiros para agrodiesel não apenas agravam a mudança climática senão que também impactam sobre os ecossistemas e as comunidades dos locais onde são instaladas.

Elizabeth Bravo, Instituto de Estudios Ecologistas del Tercer Mundo, Equador

Mito No.10: As plantações de madeira ajudam a lidar com a mudança climática através da produção de etanol

Para aqueles leitores do boletim do WRM que ainda não o sabem, o Sul dos EUA é a maior região produtora de papel no mundo. Durante os últimos 50 anos, temos sido o campo de provas para todas as práticas de florestamento destruidor imagináveis, que depois de serem aperfeiçoadas aqui, são exportadas para o mundo inteiro. Por exemplo, a partir da década de 50 e continuando até hoje, temos convertido quase 17 milhões de hectares de florestas e terras agricultáveis para plantações de monoculturas para madeira, fazendo com que sejamos número um no mundo nesse sentido.

O último experimento é o plano para combater a mudança climática cultivando mais plantações de árvores para a produção de etanol. Isso significará maior pressão para as florestas naturais, uma correria para converter mais terras de florestas em plantações, maior dependência dos químicos tóxicos no manejo das florestas, ciclos de cultivo mais breves que aumentarão a pressão sobre os recursos do solo e da água e uma grande pressão para desenvolver e implementar o uso de árvores geneticamente modificadas. Em uma recente carta para o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos pressionando para a desregulamentação dos eucaliptos geneticamente modificados nos EUA, a International Paper alega que um crescimento no mercado da bioenergia baseada nas árvores duplicaria a pressão sobre as florestas do Sul dos EUA.

As plantações para a obtenção de madeira e pasta aumentam, em vez de lidar com a mudança climática. Tem sido demonstrado que as florestas naturais seqüestram maiores volumes de carbono e tem sido evidenciado que os agrocombustíveis não são grandes substitutos em termos de emissões de combustível fóssil. O desmatamento e o florestamento como está sendo levado a cabo atualmente, são os segundos maiores contribuintes para os Gases de Efeito Estufa depois da queima de combustíveis fósseis; portanto, não é mais sensato proteger e restabelecer nossas florestas em vez de promover a conversão de nossas florestas para plantações e cortá-las continuamente em breves rotações em uma correria para utilizar menos combustível fóssil?

Scot Quaranda, Dogwood Alliance, EUA

Mito No. 11: As plantações de árvores contribuem para a abordagem da mudança climática ao neutralizarem o carbono emitido pelos combustíveis fósseis

Fundamentalmente, lidar com a mudança climática envolve promover uma redução drástica e imediata na quantidade de combustíveis fósseis que extraímos e queimamos. A idéia de usar plantações de árvores para neutralizar essas emissões é contraproducente já que de fato providencia uma desculpa falsa para continuar com a combustão de mais carvão, petróleo e gás. Enquanto houver espaço para mais plantações (seja qual for seu impacto sobre comunidades e ecossistemas) o interesse empresarial pretende que acreditemos que nós podemos continuar construindo mais refinarias de petróleo e explorando mais jazidas de carvão.

Ao mesmo tempo, é impossível quantificarmos o volume de carbono que uma determinada plantação é capaz de seqüestrar. Isso significa que todas as metodologias para atribuir quantidades exatas de “toneladas de carbono” dos tubos de escapamento absorvidas pelas plantações são uma tolice. A única coisa que pode ser dita, com algum embasamento científico, é que as monoculturas de árvores são bem menos efetivas que as florestas primárias para armazenar carbono.

Ironicamente, as comunidades que são habitualmente expulsadas para estabelecer plantações de árvores são com freqüência aquelas que tinham vidas sustentáveis, com baixos níveis de carbono. O uso das plantações de árvores para compensar as emissões de pessoas, empresas ou países do Norte é uma forma de ‘colonialismo do carbono’- uma nova forma da apropriação de terras que caracterizou a história do colonialismo.

Kevin Smith, Carbon Trade Watch, Reino Unido

Mito No. 12: As plantações de árvores como sumidouros de carbono contribuem para a abordagem da mudança climática ao compensarem o carbono emitido pelos combustíveis fósseis

De uma perspectiva climática, as plantações de árvores não apenas não são uma solução; também acrescentam ainda mais problemas. É impossível predizer quanto carbono uma plantação pode extrair da atmosfera e por quanto tempo. A diferença do carvão ou petróleo subterrâneos, o carbono armazenado nas árvores é “frágil”: rapidamente e a qualquer momento pode voltar a incorporar-se à atmosfera através de incêndios, tempestades, infestação de insetos, doenças e decomposição.

Quando é feita a colheita das plantações de árvores, é muito difícil monitorar o carbono armazenado na madeira. Parte dos produtos de madeira e papel pode ser queimada quase imediatamente; outros podem decompor-se mais lentamente; outros podem ter vidas um pouco mais longas em moradias ou móveis; e alguns podem tornar-se aterros sanitários. Isso tudo pode levar tanto a um seqüestro no longo prazo quanto a liberações perigosas de metano, dependendo das circunstâncias.

Esse é apenas o começo. Para poder afirmar de forma crível que uma plantação de árvores “compensa” um determinado volume de CO2 emitido, os propulsores das plantações para carbono deveriam incluir como fator uma cifra que representasse o grau em que suas plantações destruíram os reservatórios existentes de carbono, assim adicionando CO2 ao ar.

Além do mais, as comunidades deslocadas pelas plantações para carbono deveriam ter suas atividades monitoradas de perto durante (digamos) um século, sem importar para onde eles tinham migrado, a fim de determinar de forma precisa os impactos que tinham sobre as florestas ou pradarias em outros lugares, assim liberando na atmosfera o carbono armazenado nesses ecossistemas.

Por essas e mais uma longa lista de outras razões, as plantações “para compensar” em grande escala, em vez de mitigar o aquecimento global, podem até piorá-lo. Ao adiar a retirada gradativa da mineração de combustíveis fósseis, a transição para uma distribuição mais equitativa das emissões e usos mais razoáveis de energia e transporte, tais plantações podem resultar no final das contas em uma quantia maior de emissões de carbono evitáveis tanto da indústria quanto da terra.

Larry Lohmann, The Corner House, Reino Unido

Mito No. 13: A modificação genética é útil e necessária para melhorar as árvores

Há uma particular arrogância associada com esse argumento. Implica que os cientistas e empresas sabem mais sobre o melhoramento das árvores do que tem sido atingido por 3 bilhões de anos de evolução e ignora o fato de que algumas espécies de árvores que estão sendo modificadas geneticamente possuem genomas muitas vezes mais antigos do que o genoma humano. Mas o que realmente estão dizendo é “a modificação genética das árvores é útil e necessária para fazer mais dinheiro."

A primeira suposição que a gente deve fazer para concordar com a afirmação de que “a modificação genética é útil e necessária para melhorar as árvores” é que o consumo de árvores pode e deveria continuar aumentando infinitamente, porque podemos modificar árvores para cultivar “mais madeira em menos terra” (que é o lema da ArborGen).

A segunda suposição que a gente deve fazer é que os cientistas podem criar árvores que possam ignorar os limites ecológicos –como por exemplo, a disponibilidade de água, nutrientes do solo, etc.- e crescer mais e mais rapidamente em áreas de terra cada vez menores.

A terceira suposição que a gente deve fazer é que os cientistas podem entender e lidar com o espectro total de impactos potenciais dessas árvores, submetendo elas a provas em testes de campo por mais o menos cinco anos, apesar de que as características que estão modificando nessas árvores nunca tinham existido antes e as árvores podem potencialmente sobreviver no meio ambiente durante muitas décadas. A gente também deve acreditar que a própria engenharia genética é inerentemente segura e que o baralhamento e mistura desses três genomas com genes de organismos não relacionados não terá conseqüências não objetivadas, imprevisíveis ou negativas.

A suposição final que a gente deve fazer é que os cientistas podem fabricar árvores que nunca escaparão para as florestas nativas –seja através da poluição do pólen de espécies silvestres relacionadas, ou através do escape de invasivas não nativas como o eucalipto. A gente deve acreditar nisso, apesar de que as árvores podem espalhar seu pólen e sementes por centenas de quilômetros e de que os próprios cientistas de árvores GM informam preocupações importantes sobre a poluição não intencional de espécies não objetivadas.

Portanto, se a gente for capaz de desligar o lado racional de seu cérebro, e apenas pensar em um mundo de fantasia, nesse momento e somente nesse momento, será capaz de acreditar que a “modificação genética é útil e necessária para melhorar as Árvores.” Felizmente, a maioria de nós ainda temos um cérebro racional ligado e expomos isso como uma mentira.

Anne Petermann, Global Justice Ecology Project, EUA

Mito No. 14: A inclusão das plantações no mecanismo relacionado com o clima REDD (Redução de Emissões decorrentes de Desmatamento e Degradação) ajudará a lidar com a mudança climática

Essa mentira tem suas raízes no fato de que a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática (UNFCCC) não diferença entre florestas e plantações. Uma “floresta”, de acordo com a UNFCCC, é uma área maior de 500 metros quadrados, da que pelo menos 10 por cento está coberto por árvores que podem crescer mais de dois metros de altura. Para a UNFCCC então, não há diferença entre uma plantação de monoculturas de eucaliptos, uma floresta seriamente degradada e uma antiga floresta nativa intacta.

As florestas viram quase indestrutíveis de acordo com a definição das Nações Unidas. Uma floresta, ou uma plantação pode ser cortada rente e continuar sendo uma floresta. Os cortes rentes são “áreas, que normalmente fazem parte da área de floresta, que ficam desprovidas temporalmente em decorrência de intervenção humana.” Com apenas três meses por diante até as negociações das Nações Unidas sobre o clima, a serem realizadas em dezembro em Copenhague, a UNFCCC ainda não têm convencionado uma definição de degradação florestal.

Esse não é apenas um assunto teórico. A Asia Pulp and Paper, para escolher um exemplo particularmente egrégio, tem destruído vastas áreas de floresta em Sumatra. No entanto, de acordo com a definição de “florestas” das Nações Unidas, ela não tem causado qualquer desmatamento. A APP poderia até beneficiar-se com os pagamentos de REDD, em vez de ser responsabilizada pelo dano que já tem causado.

A resposta a essa mentira é simples: As plantações não são florestas e de nenhum jeito podem ajudar a lidar com a mudança climática.

Chris Lang, www.redd-monitor.org

Mito No. 15: A plantação de árvores para produzir biochar pode contribuir para mitigar a mudança climática

Uma coalizão de novas empresas, consultores e alguns cientistas do solo está promovendo uma nova “solução” para a mudança climática: a transformação de grandes quantidades de madeira e outros tipos de biomassa em carvão vegetal de grão fino (eufemisticamente chamado biochar) e sua aplicação nos solos agrícolas. É preocupante que os defensores, que estão organizados na Iniciativa Internacional Biochar, afirmem que o carbono no carvão vegetal permanece no solo durante milhares de anos e ‘compense’ a queima de combustíveis fósseis, bem como que o carvão vegetal fará que os solos sejam mais férteis. Eles classificam todos os tipos de biomassa como ‘carbono neutral’, tanto se provém de plantações de árvores quanto da eliminação de vastas áreas de terras agrícolas e de resíduos florestais.
Nenhuma das afirmações tem sido provada:

• Os impactos climáticos do carvão vegetal não estão integralmente entendidos e podem ser negativos, inclusive em pequena escala.

• O carvão vegetal per se não é um fertilizante. Os agricultores indígenas o combinaram exitosamente com resíduos orgânicos para conseguir que alguns solos fossem mais férteis; mas a proposta dos defensores do biochar exigirá vastas áreas de terras que devem ser despojadas de lavouras e resíduos florestais para produzir carvão vegetal, um processo bem diferente. A eliminação em grande escala dos resíduos esgota os solos e faz que sejam mais propensos à erosão bem como faz com que as florestas sejam mais vulneráveis e menos biodiversas. Também consolidaria a dependência de fertilizantes a base de combustíveis fósseis porque os resíduos já não serão devolvidos ao solo.

• A possibilidade de poluição do solo e do ar não foi abordada e poderia ser séria.

Não há nenhuma quantidade de resíduos que possa produzir as quantidades de carvão vegetal que se argumenta. A madeira produz mais carvão vegetal do que outros tipos de biomassa e seriam necessárias grandes quantidades baratas. As plantações industriais de árvores são a mais provável fonte de biochar em grande escala. As afirmações sobre uma 'possibilidade' de bilhões de toneladas de biochar depende da falsa idéia de que há vastas áreas de terras agrícolas 'abandonadas' que poderiam ser apropriadas, como se as comunidades, a biodiversidade e o clima não dependessem da terra ainda sem monoculturas. Os mesmos argumentos têm sido usados para justificar a designação e apropriação de grandes áreas de pastagens, terras comunitárias e florestas, com conseqüências desastrosas para as comunidades e também para o clima, já que grandes volumes de carbono são liberados quando as árvores e outra vegetação são extraídas e o solo é lavrado, e quando as outras atividades agrícolas das comunidades são empurradas para dentro das florestas remanescentes. Além disso, as propostas para incluir o biochar no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) da Convenção sobre Mudança Climática não estão limitadas a ‘resíduos’. A primeira metodologia no âmbito do MDL para plantações de árvores para carvão vegetal já tem sido aprovada- para a Plantar em Minas Gerais, Brasil. Aplica-se ao carvão vegetal como combustível, mas se as propostas dos defensores do biochar vingarem, podemos esperar muitas mais monoculturas de eucaliptos e de outras espécies para carvão vegetal, o que significa uma maior apropriação de terras para os povos indígenas e camponeses nos países do Sul.

Almuth Ernsting, Biofuel Watch, Reino Unido

FERRAMENTAS PARA A AÇÃO

Materiais disponíveis para o dia 21 de setembro

Os inúmeros argumentos manifestados, recolhidos das experiências daqueles que sofrem na própria pele os efeitos das monoculturas de árvores, devem ser transformados em ação.

O Dia Internacional contra as Monoculturas de Árvores é um dia de engajamento com a denúncia. Por isso, para que cada qual, desde o lugar que ocupa, possa fazer alguma coisa, oferecemos um conjunto de materiais que esperamos que sejam transformados em ferramentas para a ação- relatórios, animações, slides de Power Point, vídeos, fotos, faixas, logos, cartazes- que poderão ser usados baixando-os do site:http://www.wrm.org.uy/plantations/21_set/2009/index.html

Cada ação conta e cada voz somada à denúncia irá contribuir para gerarmos consciência sobre o flagelo das plantações industriais de árvores, cujas falsidades devemos continuar desvendando.

Boletim Mensual do Movimento Mundial pelas Florestas Tropicais
Este boletim também está disponível em francês, espanhol e inglês
Editor: Ricardo Carrere
Movimento Mundial pelas Florestas Tropicais
Maldonado 1858 - 11200 Montevideo - Uruguay
tel: 598 2 413 2989 / fax: 598 2 410 0985
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