29 abril, 2009

UNESCO - biblioteca mundial digital

E-mail enviado por Maria Carolina Coelho.

Unesco lança biblioteca mundial digital na Internet
A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) lançou nesta terça-feira a Biblioteca Digital Mundial, que permitirá consultar gratuitamente pela Internet o acervo de grandes bibliotecas e instituições culturais de inúmeros países, entre eles o Brasil. Dezenas de milhares de livros, imagens, manuscritos, mapas, filmes e gravações de bibliotecas em todo o mundo foram digitalizados e traduzidos em diversas línguas para a abertura do site da Biblioteca Digital da Unesco (www.wdl.org).
  • A nova biblioteca virtual terá sistemas de navegação e busca de documentos em sete línguas, entre elas o português, e oferece obras em várias outras línguas. Entre os documentos, há tesouros culturais como a obra da literatura japonesa O Conde de Genji, do século XI, considerado um dos romances mais antigos do mundo, e também o primeiro mapa que menciona a América, de 1507, realizado pelo monge alemão Martin Waldseemueller e que se encontra na biblioteca do Congresso americano.
  • Entre outras preciosidades do novo site estão as primeiras fotografias da América Latina, que integram o acervo da Biblioteca Nacional do Brasil, o maior manuscrito medieval do mundo, conhecido como a Bíblia do Diabo, do século XVIII, que pertence a Biblioteca Real de Estocolmo, na Suécia, e manuscritos científicos árabes da Biblioteca de Alexandria, no Egito. Até o momento, o documento mais antigo da Biblioteca Digital da Unesco é uma pintura de 8 mil anos com imagens de antílopes ensanguentados, que se encontra na África do Sul.
  • A Biblioteca Nacional do Brasil é uma das instituições que contribuíram com auxílio técnico e fornecimento de conteúdo ao novo site da Unesco. O projeto contou com a colaboração de 32 instituições, de países como China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, México, Rússia, Arábia Saudita, Egito, Uganda, Israel e Japão.
  • O lançamento do site será acompanhado de uma campanha para conseguir aumentar o número de países com instituições parceiras para 60 até o final do ano. "As instituições continuam proprietárias de seu conteúdo cultural. O fato de ele estar no site da Unesco não impede que seja proposto também a outras bibliotecas", explicou Abdelaziz Abid, coordenador do projeto.
  • A idéia de uma biblioteca digital mundial gratuita foi apresentada à Unesco pelo diretor da biblioteca do Congresso americano, James Billington, ex-professor da Universidade de Harvard. Ele dirige a instituição cultural do congresso americano desde 1987 e diz ter aproveitado o retorno dos Estados Unidos à Unesco, em 2003, após 20 anos de ausência, para promover a idéia da biblioteca digital.
  • "Eu lancei essa ideia e sugeri colocá-la em prática nas principais línguas da ONU, como o árabe, chinês, inglês, francês, português, russo e espanhol", diz Billington. Ele se baseou em sua experiência na digitalização de dezenas de milhões de documentos da Biblioteca do Congresso americano, criada em 1800. O objetivo da Unesco é permitir o acesso de um maior número de pessoas a conteúdos culturais e também desenvolver o multilinguismo.

Extra! Extra!....



Estão abertas as inscrições para o Processo Seletivo de Agentes Brazucah

Já está no ar o processo seletivo para a escolha dos universitários que farão parte da Rede Brazucah entre junho deste ano e junho de 2010.

Universitários apaixonados por cinema terão a oportunidade de participar dessa seleção que escolherá agentes culturais nas universidades de SP e RJ para atuarem no lançamento de filmes brasileiros.

O Agente Brazucah terá a função de difundir o cinema nacional dentro de sua universidade e participará também da organização de promoções e eventos dos filmes.

Faz parte de seu trabalho intermediar e gerenciar os múltiplos contatos nessas instituições, articular parcerias e promoções com entidades estudantis e organizar eventos de lançamento de filmes brasileiros.


Para se inscrever no processo seletivo da Brazucah, basta ser universitário e gostar de cinema, não importando o curso de graduação. São bem vindos alunos de todos os cursos.

Acesse o regulamento e inscreva-se!

26 abril, 2009

VOCÁBULO DE VIDA

O Vocábulo, agarrando me pelo braço, fez se ouvir: que como estrutura gráfica ou fónica da palavra, merecia mais respeito, porque punham em causa a sua liberdade, inclusive a dignidade existencial… sentia se insultado.
Mas… o que se passa? Perguntei ,ainda surpreendido com a abordagem.
Reparasse eu, que ele não lhe falava dos sacrifícios físicos de suportar os fétidos hálitos das bocas humanas, quando pronunciado, não, a isso já ele criara um hábito defesa, até porque, reconhecia, os humanos esforçavam se no disfarce: dentífricos, pastilhas elásticas, tabletes orais e quejandos.A questão agravara se, ao nível do seu íntimo conteúdo, na maneira de ser usado até as suas prioridades de estar antes ou depois de, se tornaram vexatóriamente irrelevantes. Já lhe custara a engolir, quando a Academia o apelidara arbitrariamente de Polinimia, suportara bem a traição do Monossilábico, a fuga do Polissilábico e o jogo dúbio do Dissilábico que aliado ao Trissilábico conjuravam revoltas.
Fora um choque Metaplasmico, continuava ele, que a Assembleia do Povo, decretasse agora certas alterações na sua estrutura ( arbitrariamente outra vez) para o fazer sofrer. Assim passava eu, a sofrer alterações por adição, por supressão, por transposição e por contracção; assim era demais, a gota a transbordar.
Vou me retirar... Vocabularei noutras paragens... Desisto...
Vocês humanos são o mais irresolvido dos problemas!
Boquiaberto fiquei…

25 abril, 2009

Estão nos autos

Cenas do Supremo Tribunal Federal - Brasil

23 abril, 2009

A navegar por mares...

O "Aqui e Acolá" começa a entrar na fase de mundialização.

O primeiro colaborador desta nova fase é Cedric Bien, graduado pela Wesleyan University - EUA, atualmente está viajando em pesquisa etnográfica mundial sobre a comunidade chinesa residente em países da América Latina, Europa, África e Oceania. Quando esteve por São Paulo, no final de 2008, me explicou sobre as particularidades da comunidade chinesa residente no Brasil. Atualmente mantém o blog "My China" - www.cedricbien.blogspot.com

O segundo colaborador é Ram Horizonte, geólogo, reside numa base de prospecção no nordeste de Angola. Esteve em visita a diversos países da África, onde procura relatar estas passagens no blog "Yo vengo de todas partes, y hacia todas as partes voy" - http://yovengodetodaspartes.blogspot.com/

O terceiro grupo a aderir é o coletivo "Fábrica dos blogs", um grupo que estuda e incentiva a lusofonia, que acompanha as transformações do Timor Leste, atualmente mantém os blogs - "Timor Lorosae" http://timorlorosaenacao.blogspot.com/, onde os encontrei, aliás escreveram em posts anteriores uma apresentação bem receptiva; O blog - "Página Um" - http://pagina-um.blogspot.com/; e o blog "Fábrica dos blogs" - http://fabricadosblogs.blogspot.com/.

Do Açores, as contribuições virão do blog "KimdaMagna" - http://kimdamagna.blogspot.com/

E a mais recente adesão é das artístas plásticas residentes na Argentina, especificamente no bairro de San Telmo. Lourdes e Tamara são artesãs. LourdesJustificar Serrats é atriz do grupo H, Tamara de Lacentre trabalha como maquiadora e produtora do grupo. Atualmente escrevem no blog "Imagen Étnica" - http://imagenetnica.blogspot.com/

Sejam todos bem vindos, fiquem a vontade para escrever e dissertar. Gostaria em nome dos antigos colaboradores de agradecê-los.
Muitos outros colaboradores virão de todos os cantos.
Um grande abraço a todos.
Mauricio Barbara.

17 abril, 2009

Tolerância e Direitos Humanos: Diversidade e Paz

Colóquio Internacional
Tolerância e Direitos Humanos: Diversidade e Paz
- Brasil
De 22 a 26 de abril de 2009 – Teatro Paulo Autran
SESC Pinheiros - São Paulo - SP.

O Colóquio pretende estabelecer um diálogo entre intelectuais e acadêmicos, brasileiros e estrangeiros, sobre temas ligados à questão da Tolerância e Direitos Humanos, visando um melhor entendimento entre as diferentes culturas e como um esforço comum pela paz. O formato das discussões prevê Conferências e Mesas Redondas, onde serão apresentados os resultados das últimas pesquisas no campo da Tolerância.

Realização:
SESC SP e Laboratório de Estudos sobre a Intolerância – LEI (FFLCH/USP)

Apoio:

Instituto do Milênio

Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq

Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP

Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES

Universidade de São Paulo - USP

Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária - Universidade de São Paulo

Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas - FFLCH/USP

França Brasil 2009

Ministério da Educação

Culturesfrance

République Francaise

L'École Pratique des Hautes Études en Sciences Sociales



programação

PROGRAMAÇÃO

22/04/2009

19h - Sessão Solene de Abertura

19h30 - Conferência de Abertura
Anita Waingort Novinsky (LEI/USP)

20h30 – Apresentação da Orquestra do Amanhã (Instituto Baccarelli)

23/04/2009

10h à 10h50 – Conferência: Iluminismo e Direitos Humanos
Sérgio Paulo Rouanet (Embaixador e filósofo – Brasil)

Coordenação: Clodoaldo Meneguello Cardoso (LEI/UNESP)

11h às 13h - Mesa Redonda: O Mundo e a diversidade

O Contrato Sagrado
Ailton Krenak (Jornalista – Brasil)

Todos no mesmo barco!
Kabengele Munanga (Antropólogo – Brasil)

Las tiranías del pasado: olvidos, memoria e historia
Eugênia Meyer (Historiadora – México)

Mediador: José Roberto Severino (LEI/FURB)

13h às 14h30 – Almoço

14h30 às 15h30 – Conferência: Prelude à la Tolerance: Menahem Meiri (1249-1316)
Gerárd Nahon (Historiador – França)

Coordenação: Lina Gorenstein (LEI/USP)

16h às 18h30 - Mesa Redonda: Diferentes abordagens para uma cultura da paz

A escola, a diversidade de saberes e a cultura da paz
Darlinda Moreira (Educadora – Portugal)

Direitos humanos e a crise do estado liberal representativo. O caso do Rio de Janeiro
Francisco Carlos Teixeira da Silva (Historiador – Brasil)

Diversidade e Convivência na Cidade
Jorge Wilheim (Urbanista – Brasil)

Violência, Democracia e Confiança nas instituições
Sérgio Adorno (Sociólogo – Brasil)

Mediador: Renato da Silva Queiroz (LEI/USP)

19h00 às 20h – Conferência: Dignidade Humana Contra Preconceito e Intolerância
Dalmo de Abreu Dallari (Jurista – Brasil)

Coordenação: Eneida Beraldi Ribeiro (LEI/USP)

20h30 – Apresentação do Grupo Batakerê

24/04/2009

10h às 10h50 – Conferência: A Dignidade Humana – o Papel da Sociedade Civil: a Cruz Vermelha e a Fundação Pro Dignitate
Maria de Jesus Barroso Soares (Presidente da Fundação Pro-Dignitate – Portugal)

Coordenação: Anita Waingort Novinsky (LEI/USP)

11h as 13h - Mesa Redonda: Imigração contemporânea: problemas e perspectivas

Femmes migrantes et formes de discriminations plurielles
Adelina Miranda (Socióloga – Itália)

Altérité, hospitalité et migrations
Marie-Antoniette Hily (Socióloga – França)

Migración e Intolerancia. La Intolerancia de los cubanoamericanos en el sur de La Florida
Miriam Rodriguez Martinez (Historiadora – Cuba)

Mediador: Odair da Cruz Paiva (LEI/UNESP)

13h às 14h30 – Almoço

14h30 às 15h30 – Conferência: A Violência silenciosa: o eclipse do ‘ethos’ humano no mundo contemporâneo
Gilberto Safra (Psicanalista – Brasil)

Coordenação: Ilana Novinsky (LEI/USP)

16h às 18h30 - Mesa Redonda: Direitos Universais do Homem

Buscando democracia e reinventando identidades sociais: Transição politica e Guerras civis no Congo-Brazzaville (1991-1999)
Jean-Michel Mabeko-Tali (Historiador – Congo)

Crítica do universalismo jurídico e os direitos inalienáveis da pessoa
Mauro Maldonato (Psicanalista e filósofo – Itália)

A ofensiva teórica contra os direitos do homem
Ruy Fausto (Filósofo – Brasil)

Mediador: Mário Miranda (LEI/USP)

19h às 20h – Conferência: Globalização Neoliberal e Direitos Humanos.
Carlos Alberto Torres (Sociólogo – Argentina)

Coordenação: Gunter Axt (LEI/RS)

25/04/2009

10h às 10h50 – Conferência: Os direitos humanos não estão escritos nas estrelas
Arnaldo Niskier (Escritor – Brasil)

Coordenação: Diana Luiz Pessoa de Barros (LEI/MACKENZIE)

11h às 13h - Mesa Redonda: Modelos para a renovação da Educação

Mulheres na Arte: questões de Democracia, Direitos Humanos e respeito à Diversidade
Ana Mae Barbosa (Educadora – Brasil)

A Interação Família–Escola nos Processos Educativos
César Callegari (Sociólogo – Brasil)

Countering the racial habitus in post-apartheid South Africa
Neville Alexander (Linguista – África do Sul)

Mediadora: Cláudia Moraes de Souza (LEI/USP)

13h às 14h – Almoço

14h30 às 17h – Mesa Redonda: Anti-Semitismo e Novo Anti-Semitismo

Mídia e Intolerância
Caio Blinder (Jornalista – Brasil)

De l'antijudaïsme à l'antisémitisme, un phénomène mutant
Mireille Hadas-Lebel (Historiadora – França)

L'accueil des juifs conversos dans la Compagnie de Jésus (1540-1600): hypothèses de recherche
Pierre-Antoine Fabre (Historiador – França)

On the New Muslim Antisemitism
Raphael Israeli (Historiador – Israel)

Mediador: Samuel Feldberg (LEI/USP)

17h30 às 20h – Mesa Redonda: Intolerância Religiosa

Intolerância religiosa e o papel das instituições na difusão do fundamentalismo
Leonardo Boff (Teólogo e escritor – Brasil)

La logique des bûchers: Le caractère « pré-totalitaire » des Inquisitions ibériques
Nathan Wachtel (Antropólogo – França)

A Teologia da Libertação e o combate às intolerâncias político-sociais
Zilda Márcia Grícoli Iokoi (Historiadora – Brasil)

Mediadora: Maria Constança Pissara - (LEI/PUC)

26/04/2009

11h às 12h – Conferência: Direitos Humanos
José Gregori (Embaixador e jurista – Brasil)

Coordenação: Vânia Rall Daró (LEI/USP)

12h às 14h – Almoço

14h às 15h – Conferência: Celso Lafer (Embaixador e jurista – Brasil)

Coordenação: Miriam Halpern Goldstajn (LEI/USP)

15h30 – Balanço do Congresso – Revisão dos princípios fundamentais apresentados no Colóquio pelos participantesJustificar
Sérgio Paulo Rouanet

Leitura da Declaração de Princípios elaborada durante o Colóquio
Anita Waingort Novinsky

Acompanhe a programação ao vivo de 22 a 26 de abril: http://www.rumoatolerancia.fflch.usp.br/node/1724

Programa de Índio - Brasil

Origem

http://www.programadeindio.org/

http://www.programadeindio.org/blog/

Num final de tarde de domingo, no dia 30 de junho de 1985, a voz e o pensamento do povo indígena de nosso país chegava pela primeira vez aos ouvintes da Rádio USP FM, pelos 93,7 MHz, numa experiência inovadora e inédita: o Programa de Índio.

O programa de rádio idealizado e realizado pelo Núcleo de Cultura Indígena-NCI, braço oficial da União das Nações Indígenas, abriu um espaço importante de comunicação entre as aldeias indígenas e o público urbano, de forma direta e original. Um “programa de índio para amansar brancos”…

O programa semanal de 30 minutos de duração era conduzido por Ailton Krenak, Álvaro Tukano e outras pessoas indígenas de várias etnias, trazendo o som das aldeias, a palavra criadora, as informações sobre o cotidiano e as expectativas dos povos indígenas de nosso país, a música ritual, as cerimônias.

Com muita verdade, como se fosse uma conversa em volta do fogo, o povo indígena se apropriou do importante instrumento que é o rádio para se fazer ouvir e conhecer, num momento de grandes transformações sociais e políticas.

Observatório de favelas

Análise - 13/04/2009 12:17
Remover ou conter as favelas?
Por Jorge Luis Barbosa*
Remoção e contenção. Duas palavras em ato que os moradores das favelas cariocas conhecem há mais de um século. Por meio delas que os governos mais conservadores e discricionários estabeleceram relações de banimento de comunidades populares de diferentes bairros da cidade, em especial os mais valorizados pelo mercado imobiliário.

Em nossa cidade determinados discursos e práticas são recorrentes quando se trata das favelas. Impedir sua presença com a transferência forçada para lugares distantes (até que um dia o urbano as alcance), ou conter a sua presença cercando-as para evitar que cresçam sem controle. Em ambas, cujos significados e efeitos são igualmente perversos, procura-se tomar das comunidades a legitimidade de suas lutas para habitar a cidade. Ou seja, o exercício de um legítimo direito diante da precariedade de investimentos públicos em moradia de qualidade para as famílias economicamente vulneráveis e o desinteresse evidente do mercado quando se trata de habitação popular.

Não nos surpreende, infelizmente, o retorno de discursos/medidas que culpabilizam o crescimento das favelas pelos problemas das frágeis encostas da cidade e recomendam a criação de muros de concreto para proteger matas e mananciais. È claro que os apelos da classe média às ações de governo estão mais identificados com a incômoda presença das favelas do que com preservação da natureza. Mesmo porque a ocupação desmedida das encostas cariocas é uma realidade que incluiu condomínios de classes médias e alta. Para certos setores do mercado não há ecolimites, nem limites éticos.

Remover ou conter é uma falsa questão, porque ao tratar o crescimento das favelas desse modo os governos (estadual e municipal) se omitem de enfrentar com seriedade o déficit habitacional na cidade. È uma falsa questão porque é uma resposta casuística diante de protestos individualistas dos incomodados de sempre com a presença das favelas. E, por fim, é falsa porque trata um problema social como se fosse de “engenharia civil”. Afinal, quem quer se ocultar atrás dos muros?

O crescimento das favelas merece ser tratado com maior profundidade e responsabilidade. Diante da falta de acesso à moradia digna – direito assegurado constitucionalmente - de parte significativa dos cidadãos e cidadãs cariocas se faz indispensável à ação do Estado por meio de políticas de crédito imobiliário para populações de baixa renda. E mais, deve-se considerar o acesso à moradia como uma política pública mais ampla do que construir unidades habitacionais, pois além da infra-estrutura necessária de saneamento e transporte, é indispensável incluir ações de geração de trabalho e renda, assim como os investimentos em serviços educacionais e culturais, para os espaços populares já consolidados e os em consolidação. Trata-se, portanto, de política urbana democrática e transformadora, pois permitirá que direitos fundamentais sejam reparados e assegurados, sobretudo para as comunidades marcadas pela desigualdade sócio-territorial. É papel do Estado - com a participação democrática da sociedade civil – promover políticas públicas de integração da cidade como um todo. Eis a questão!
*Jorge Luis Barbosa é coordenador do Observatório de Favelas

Justificar
Opinião - 13/04/2009 15:13
Remoção não é tabu
Polarizar o debate sobre as remoções de favelas reforça uma abordagem ideológica do assunto. É Justificara opinião do geógrafo Fernado Lannes Fernandes, em artigo escrito sobre o tema para o site do Observatório de Favelas. Para Fernandes, o tema de remoção não é um tabu, mas muito mais uma espécie de venda ideológica que tenta esconder as reais razões do discurso de remoção. Leia abaixo o artigo na íntegra.
A remoção não é tabu, mas uma venda ideológica
Por Fernando Lannes Fernandes*
Em matéria publicada no domingo de páscoa, 12 de abril, O Globo apresentava o “tema tabu” ou, “a palavra proibida”, mencionando-se às remoções de favelas, como algo que deveria ser posto em debate. Incitados pelas afirmações do prefeito e do vice-governador, os jornalistas do veículo elaboraram matéria de duas páginas para dar visibilidade ao assunto.

Antes de qualquer coisa é preciso dizer que soa estranho o jornal O Globo por em pauta se uma palavra ou tema é tabu diante das quase diárias menções ao termo, seja em matérias sobre favelas, seja, muito especialmente, na seção cartas dos leitores, onde se lê ou se interpreta textos que sugerem a remoção das favelas. Com isso, quero apenas deixar a ressalva de que para O Globo, o tema das remoções, ou a palavra – entendam como quiser -, não tem sido apresentado como um tabu, mas, pelo contrário, como uma espécie de tábua da salvação para a cidade.

Uma primeira questão a ser analisada no que concerne à dissimulada intocabilidade do tema, diz respeito ao próprio tema: é um equívoco estabelecer uma polarização entre ser a favor ou contra a remoção. Debater o tema desta forma é cair no vazio, pois reforça sua abordagem ideológica e não permite que a sociedade avance em questões muito mais profundas e complexas que permeiam o tema, que a meu ver, tem sido utilizado muito mais como um artifício ideológico do que como uma promoção sadia de um debate sobre o desenvolvimento urbano e o direito à cidade.

Ao que tudo indica o que mais uma vez está em jogo, na fala das pessoas e das autoridades públicas – refletidas, reforçadas e provocadas pela imprensa -, não é o desejo de uma cidade melhor para todos, mas de uma cidade “menos pior” para alguns. O que o tema das remoções sugere não é um debate sobre a melhoria das condições de vida (ou ainda, sobre a vida) dos que vivem nas favelas. O que está em jogo é a vida de quem não vive nas favelas, ou, para ser mais preciso, de quem se incomoda com as favelas e com seus moradores.

Por que ao invés de se pensar na remoção não se põe em debate a reforma urbana? Ou ainda uma política de habitação popular que realmente atenda às demandas e expectativas da população que mais precisa? Simplesmente porque à sociedade carioca e às suas autoridades competentes, é mais fácil falar do que é superficial, daquilo que inflama a revolta e a indignação de uma classe média assustada com as balas perdidas, com os favelados circulando próximo aos seus locais de moradia e lazer e ainda com a desvalorização de seus imóveis.

O tema das remoções não é um tabu. Em hipótese alguma. Mas é uma espécie de venda ideológica, que nos cega para uma realidade que extrapola os limites que a remoção enquanto um instrumento possui. A remoção é um instrumento, um recurso que pode ser necessário em diversas situações. Uma ocupação com risco de desabamento, por exemplo, requer a utilização deste recurso. Em obras de urbanização e melhoria das vias de circulação em uma favela, é igualmente necessário se pensar em remoção. E não é problema dizer que em situações limite isso se coloque, inclusive, para a liberação de uma área inteira, com a “eliminação” da favela. Essas ações devem ser empreendidas dentro de um contexto mais amplo, de melhoria da cidade para todos, não para alguns. Deve ser uma questão de ordem técnica, amparada juridicamente e, sobretudo, que tenha como princípio fundamental, o respeito aos direitos assegurados pela Constituição Brasileira e pela Declaração Universal dos Direitos Humanos. Não pode ser em hipótese alguma, um recurso político-ideológico utilizado em favor de alguns. Deve ser para todos, e sendo assim, é indispensável que o direito de quem está na favela seja assegurado. E o primeiro passo é descriminalizar o morador, que é geralmente visto como um invasor, e concebê-lo como um cidadão em busca de assegurar, com os meios disponíveis, seu direito à moradia. O que torna o tema um tabu, na realidade, diz respeito ao uso ideológico e conservador com que ele tem sido utilizado no Brasil, cujo exemplo dos tempos de Lacerda e Negrão de Lima (que tinham como pano de fundo o regime autoritário) é apenas o caso extremo dos usos ideológicos que podem ser feitos de um recurso técnico.

Enquanto não despertarmos para o verdadeiro debate, enquanto não nos libertarmos de um tema que anestesia e cega, não resolveremos, efetivamente, o conjunto de problemas de nossa cidade. Problemas esses que certamente não se limitam às favelas e que, em absoluto, não se originam nelas ou a partir delas. As favelas, como são hoje, refletem uma sociedade pobre em investimentos públicos, frágil na presença do Estado, refém da corrupção policial e dos políticos. Elas não podem continuar sendo bodes expiatórios de problemas que provocaram a sua origem.

Quando digo essas palavras, não estou aqui defendendo uma cidade favelizada. Pelo contrário, defendo uma cidade efetivamente direcionada para a instauração de um novo desenho, de transformação de áreas que hoje são estigmatizadas, precarizadas e desestruturadas em bairros integrados, estruturados e conectados à vida urbana em sua plenitude. Onde o Estado esteja presente, onde a iniciativa privada tenha interesse em investir. Mas isso só será possível se o tema das remoções (e da “ordem urbana”, a reboque) deixar de ser o centro das atenções, deixar de ser essa venda ideológica e der lugar a um debate consistente sobre o que realmente interessa, situado no âmbito da reforma urbana e da promoção do direito à cidade, para todos.

* Fernando Lannes Fernandes é Doutor em Geografia e coordenador-executivo do Observatório de Favelas

Revolução Teatral

REVOLUÇÃO TEATRAL


e

www.outubrovermelho.com.br

APRESENTAM:

O Teatro-Fórum de Augusto Boal

“Onde foi que eu errei?”

A dificuldade dos jovens em contar aos seus pais sobre sua homossexualidade e a discriminação e violência da sociedade.

Ingressos:

R$ 12,00 e 6,00

Programação de Abril:

Sábado, 25 às 21h.

“Onde foi que eu errei?” e

“Pedras, Sonhos e Nuvens.” (machismo)

Domingo, 26 às 17h.

“Onde foi que eu errei?” e

“Pedras, Sonhos e Nuvens.” (machismo)

Domingo, 26 às 19 h.

“Onde foi que eu errei?” e

“Relatos de Origem” (racismo)

Local: Espaço Cultural Toca do Calango

Rua Frederico Abranches, 118, SP (ao lado do metrô Sta. Cecília)

Contatos:

8311-4824 / 8737-4184

www.gtorevolucaoteatral.blogspot.com

revolucaoteatral@gmail.com

15 abril, 2009

O mundo é pequeno, as coincidências não são.

Publicado no blog Alto Hama - Angola, Luanda.

Segunda-feira, Abril 13, 2009

Um milhão de casas é mesmo muita casa
mas o grande líder de Angola lá chegará!

Durante a campanha eleitoral que deu mais de 80% dos votos ao MPLA, o partido de José Eduardo dos Santos prometeu a construção de um milhão de novas casas e a criação de milhões de novos empregos.

Além disso, como poucos se recordam, como cada vez menos se recordam, prometeu aos angolanos o fim da exclusão social, a consolidação da democracia e a restauração dos valores morais.

E assim, vários projectos habitacionais estão em curso, ou em vias disso, ou em vias de estar em vias, em todo o país, seja por iniciativa pública, seja privada (no caso de Angola não sei bem qual é a diferença).

O Governo do MPLA mantém que a construção de habitações sociais é uma das prioridades. Se calhar é por isso que a maior parte dos projectos habitacionais decorrem em Luanda.

Os projectos localizados nos municípios do Kilamba Kiaxi, Cacuaco, Viana (Zango) e quilómetro 44 são os mais conhecidos, diz o próprio “Jornal de Angola”, pormenorizando que o complexo habitacional do Kilamba Kiaxi vai beneficiar 160 mil habitantes, com a conclusão de 20 mil apartamentos, até 2011.

No projecto do Quilómetro 44, diz o JA, estão a ser erguidas duas mil casas, cujos beneficiários, na sua maioria, serão os funcionários do futuro aeroporto de Luanda.

Continuando a citar o órgão oficial do Governo, o projecto do Cacuaco vai ser construído em três fases e no final tem 30 mil apartamentos, em prédios de cinco a 11 andares, estando agora em fase de execução dez mil apartamentos que ficarão prontos em dois anos e meio.

Saindo da capital, no Huambo está em execução um projecto habitacional que contempla a construção de 130 moradias, num investimento de 500 milhões de dólares.

Na Huíla, 25 mil novas casas de renda económica são construídas a partir deste ano. Numa primeira fase vão ser edificadas na cidade do Lubango mais de duas mil habitações, e outras mil nos municípios da Matala e da Chibia.

A região Leste - províncias do Moxico, Lunda-Norte e Lunda-Sul -, vai beneficiar de 28 mil habitações sociais. O projecto compreende a construção de 20 mil casas na cidade do Dundo (Lunda-Norte), cinco mil em Saurimo (Lunda-Sul) e três mil no Luena (Moxico).

Timor-Leste: A GRATIDÃO DEVIDA AO BRASIL

Por TIBÉRIO LAHANE – Fábrica dos Blogs


Agora já é mais que hora de aceitar o convite que este coletivo do Aqui e Acolá fez ao nosso coletivo da Fábrica dos Blogs e começar participando com alguma prosa inaugural.

Uma vez que o Brasil é aqui legitimamente rei, irei dizer do Brasil e dos brasileiros que têm cabido nos nossos blogues por imensas razões e mais ainda, se calhar principalmente, pelo desempenho e importância que o Brasil tem tido para com Timor-Leste. Timor-Leste que tratamos o mais que podemos no nosso blogue Timor Lorosae Nação. Não esquecendo igualmente o muito que o Brasil está presente no nosso Página Um, disso logo falaremos se for o caso de interesse.

Dizia o coordenador do Aqui e Acolá, Maurício Barbara, que esteve algum tempo sem estar desperto para o assunto Timor-Leste, que quem o incentivou a se interessar um pouco mais foi o filme realizado por Lucélia Santos naquele país. Pois sim, mas o Brasil tem vivido muito intensamente o caso do país irmão que é Timor. O Governo brasileiro, Lula da Silva, inúmeros Estados do Brasil, têm sido uma âncora dos países lusófonos relativamente às cooperações e solidariedade com aquele novo país. Em imensos aspetos, o interesse e feitos do Governo brasileiro e dos brasileiros que têm estado e agora estão em Timor-Leste tem sido e é deslumbrante. Isto em várias áreas, desde o professorado, passando pela justiça e assessorias, missões humanitárias, etc. Aliás, não esqueçamos o importante trabalho do malogrado Sérgio Vieira de Melo, que está no coração de quase todos os timorenses.

Agora, os que não sabiam estão sabendo. O Brasil tem sido e continua sendo de sumaríssima importância para a contribuição do que de positivo tem acontecido neste novo país, vosso irmão de séculos da lusofonia e que por mais de duas décadas esteve sob o domínio abusado do regime ditatorial e criminoso de Suharto, então presidente da Indonésia.

A distância planetária que nos separa em milhares de milhas não poderá nunca impedir que possam ouvir os timorenses gritarem para as costas do longínquo Oceano Atlântico: Obrigado Brasil! Muito obrigado, brasileiros!

10 abril, 2009

PARA ENTENDER A REVOLUÇÃO...

A instituição Redes de Desenvolvimento da Maré, no Rio, convida para o debate...
PARA ENTENDER A REVOLUÇÃO:

50 ANOS DA REVOLUÇÃO CUBANA

E A ATUALIDADE DO SOCIALISMO


DEBATEDORES:

ZULEIDE FARIA DE MELO - Professora da Associacion Cultural José Marti

MAURO IASI - Professor do Núcleo de Educação Popular 13 de Maio e Professor da UFRJ

DIA 15 DE ABRIL (QUARTA-FEIRA) , A PARTIR DAS 18H30

NA QUADRA DA ESCOLA DE SAMBA GATO DE BONSUCESSO
(Rua São Jorge, s/n, Nova Holanda - Maré)
Divulgue e Participe!

07 abril, 2009

Baalbeck International Festival

        Após período de exibições amadoras,  a década de 40, com a exibição da peça "Os Persas" de Ésquilo pela Associação Cultural Libanesa, pode ser considerada como fase de consolidação do Baalbeck International Festival, que é um dos mais importantes festivais culturais do Oriente Próximo.  Em 1956 iniciam-se as apresentações no interior da Acrópole Romana, no Vale do Beeka - Líbano.
       Diversas foram as apresentações antológicas; na década de 60, "Ballet Du XXe Siècle" - Maurice Béjart, "The Royal Ballet" - direção de Frederick Ashtov e solistas Margot Fonteyn e Rudolf Nureyev; na década de 70 "Mahrajane" - Romeu Lahoud e solistas Sabah e Chouchou, ainda neste período desfilam pelo festival os jazzistas renomados com a estréia de Ella Fitzgerald em 1971, no ano seguinte apresentam-se por lá, Ella, Roy Eldridge, Oscar Peterson, Dizzie Gillespie, em 1973 é a vez de Miles e no ano seguinte Charles Mingus.  O retorno de Dizzie Gillespie All Star Big Band ao Líbano, rendeu-lhe um documentário.

        O período áureo do festival é interrompido em 1975 com a eclosão da guerra civil libanesa, aliás de triste memória, e é retomado apenas em 1997.  A reestréia acontece com "Andalousie, La Glorie, Perdue" - Caracalla Dance Theatre, com Ivan Caracalla à frente. Em 1999 há a apresentação do virtuosos Rabih Abou-Khalil Group(há um link no Aqui e Acolá). Em 2002, Gilberto Gil presta tributo a Bob Marley; em 2004 é a vez do grupo brasileiro de dança, Grupo Corpo; no ano passado, também fomos bem representados pelo grupo Tania Maria Quartet.
       A efervescência cultural libanesa rendeu-lhe o título a Beirute de 9° Capital Mundial do Livro, conferido pela UNESCO pela sua "diversidade cultural."
       Longa vida ao Baalbeck International Festival!.
          

05 abril, 2009

Onde encontrar bons filmes?

        O blog trixxx - http://trixxx.com.br é uma importante iniciativa que indica links para baixar arquivos virtuais de diversas obras do cinema.   Autores como Truffaut, Woody Allen, Bergman, Kurosawa, Bunnuel, entre outros, estão disponíveis, alguns com a obra completa.
     Encontrarão no site a biografia dos diretores, sinopses de diversas obras e dicas sobre a utilização do software que possibilita a unificação dos arquivos em um único filme, descompactadores e conversores.
       No Brasil, a maior parte das cidades não possuem salas de exibição, em diversas cidades médias o circuito comercial é monopolizado por não mais que 5 empresas e a possibilidade de assistir clássicos e diretores que estão fora do circuito é praticamente impossível.
        Em algumas cidades como Batatais alguns aficcionados se mobilizam para a produção de filmes amadores, na favela do Paraisópolis, na cidade de São Paulo, os moradores criam suas próprias telas de exibição. 
         Com a chegada do outono....não há nada melhor do que assistir bons filmes...e bem acompanhado.


Amor Sublime

É madrugada,
tenho a boca seca e o corpo úmido.
Umidades corpóreas e calores.
Copo d’água.
Que foi que me trouxe esse desassossego,
terá sido o excesso de vinho tinto,
ou é a falta dos teus cheiros na minha cama?

Não conheço o amor virtuoso,
aquele amor que dispensa a carne,
Senhores com anéis reluzentes o inventaram
e o fizeram ser cantado
– tanta beleza inútil, tanta poesia desperdiçada –
e relegaram o amor não casto
à condição de coisa suja. Grande pecado.

Nosso amor é mais sublime
quando nossos lábios se tocam
e exploro com as minhas mãos a lisura da sua pele.
Nosso amor é muito divino
quando uns tremores percorrem o meu corpo
e nos teus olhos reconheço o esforço
de conter a tua própria explosão.

04 abril, 2009