16 março, 2011

Concurso Itamaraty de Arte Contemporânea


  

O Ministério das Relações Exteriores recebe, até 25 de março, inscrições para o I Concurso Itamaraty de Arte Contemporânea. Serão concedidos prêmios de até R$ 20 mil, em quatro áreas: pintura, escultura, fotografia e obras em papel.

O artista deve ser brasileiro e só pode inscrever uma obra. Para participar, é preciso enviar para 
artecontemporanea@itamaraty.gov.br os documentos: ficha de inscrição; currículo, com dez imagens de obras dos últimos dois anos; imagem da obra a ser inscrita (resolução de 300 dpi, em formato JPG ou TIFF); e declaração de autoria e propriedade dessa obra.

Outras informações estão disponíveis no 
site do Ministério e no edital. O objetivo do concurso é incentivar a produção artística brasileira e ampliar sua divulgação no exterior. O Itaú Cultural se soma ao Itamaraty nos esforços de difundir a ação.
I Concurso Itamaraty de Arte Contemporânea
Inscrições até 25 de março de 2011Outras informações | Consulte o edital | Acesse a ficha de inscrição
imagem: Departamento Cultural - Ministério das Relações Exteriores/divulgação

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Traçando novos rumos: o Brasil em um mundo multipolar


Ipea e Programa Foresight realizam conferência em São Paulo

Traçando novos rumos: o Brasil em um mundo multipolar é o tema do encontro que reunirá lideranças políticas e especialistas nesta quinta, 17, a partir das 10h

O Programa Foresight – organizado pela Sociedade Alfred Herrhausen em parceria com o Instituto Policy Network – e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) realizam nesta quinta-feira, dia 17, a partir das 10h, em São Paulo, a Foresight Brazil Conference. O evento, no Hotel Tivoli Mofarrej (Alameda Santos, 1.437, Cerqueira Cesar) reunirá lideranças políticas, executivos, especialistas e formadores de opinião para um debate sobre temas sociais, econômicos e de política externa.

Conferências semelhantes já foram organizadas na China, Índia e outros países emergentes. Em São Paulo, o tema será Traçando novos rumos: o Brasil em um mundo multipolar. Confira abaixo a programação do evento. As inscrições podem ser feitas pelo eventos@ipea.gov.br. Mais informações pelo (61) 3315-5108. O Policy Network é um centro de estudos internacional sediado em Londres, e a Alfred Herrhausen Society, o fórum internacional do Deutsche Bank.

Na quarta-feira, dia 16, às 11h, o Ipea lança, em parceria com o Programa Foresight, o livro Traçando novos rumos: o Brasil em um mundo multipolar, que reúne 15 artigos selecionados sobre a temática. O livro é dividido em três partes: Trajetórias ao crescimento sustentável; Tensões internas e coesão social; e Autonomia na era da interdependência. A divulgação será no auditório do BNDES em São Paulo (Avenida Juscelino Kubitschek, 510, Itaim). Confirme presença pelo endereço eventos@ipea.gov.br.


    Programação (17 de março de 2011)

10h
- Credenciamento
11h às 11h15
- Comentários de abertura
Josef Ackermann, Presidente do Deutsche Bank


11h às 13h
- Alcançando crescimento e desenvolvimento: o que mais há em uma era global?
Peter Mandelson, Presidente do Instituto Policy Network
Alexandre Tombini, Presidente do Banco Central do Brasil (a confirmar)
Luciano Coutinho, Presidente do BNDES
José Vieira da Silva, Ministro da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento de Portugal
Andrés Velasco, Professor de Finanças na Universidade Harvard e ex-Ministro da Fazenda do Chile
Moderadora
Ana Paula Padrão, TV Record (a confirmar)
13h às 14h
- Almoço
14h às 16h
- O papel do Brasil em um mundo multipolar
Celso Amorim, Ex-Ministro das Relações Exteriores do Brasil
Wu Jianmin, Presidente, Universidade de Relações Internacionais da China
Sunil Khilnani, Professor de Estudos do Sudeste Asiático, Johns Hopkins University 
Frans Timmermans, Membro do Parlamento da Holanda e ex-Ministro de Relações Exteriores
Moderador
Gideon RachmanEditor-chefe de Assuntos Internacionais do Financial Times
16h às 16h15
- Comentários finais
Roger Liddle, Diretor do Conselho do Policy Network
João Grandino Rodas, Reitor da Universidade de São Paulo

13 março, 2011

Terremoto no Japão - Nota do MRE Brasil


Ministério das Relações Exteriores
Assessoria de Imprensa do Gabinete


Nota à Imprensa nº 97
11 de março de 2011

Terremoto no Japão

O Governo brasileiro acompanha, com preocupação, os desdobramentos após o terremoto e o consequente tsunami que atingiu a costa do Japão às 14h46 (horário japonês) na tarde do dia 11 de março.

O Governo e o povo brasileiro manifestam sua solidariedade e mais sinceras condolências pelas perdas humanas causadas pelo abalo sísmico de mais de 8 pontos na escala Richter, um dos maiores tremores já registrados na história do Japão.

A Embaixada do Brasil no Japão e os Consulados Gerais em Tóquio, Nagoia e Hamamatsu até o momento não têm notícia de mortos ou feridos brasileiros.

A comunidade brasileira no Japão é de 254 mil habitantes, sendo que a maior concentração de nacionais situa-se na região centro-sul do país, área menos atingida pelo terremoto.

A Embaixada do Brasil em Tóquio está trabalhando em regime de plantão 24 horas e solicita que pedidos de informação sejam dirigidos ao endereço eletrônicocomunidade@brasemb.or.jp, já que há dificuldades de comunicação por telefone, especialmente em linhas de celular.

O Núcleo de Atendimento a Brasileiros (NAB), que está em contato com a rede consular no Japão, colocou linhas de atendimento à disposição do público: (61) 3411 6752/6753/8804 (de 8h às 20h) e (61) 3411 6456 (de 20h às 8h e finais de semana). Consultas poderão ainda ser dirigidas ao endereço eletrônico dac@itamaraty.gov.br.


08 março, 2011

Movimento da senzala


       Contrariando a historiografia tradicional....

Especiais

Movimento da senzala

2/3/2011
Por Fábio de Castro
Agência FAPESP – Com base na historiografia tradicional, o abolicionismo e o fim da escravidão no Brasil foram interpretados por muito tempo como processos elitistas, nos quais o escravo aparecia como um personagem passivo. O livro O Plano e o pânico: os movimentos sociais na década da Abolição, que acaba de ganhar sua segunda edição, revista, vem contribuindo desde 1994 para mudar essa visão.
O fim da escravidão foi resultado de uma cultura política gestada no cotidiano do trabalho nas senzalas, de acordo com a obra, fundamentada em pesquisa realizada a partir de múltiplas fontes por Maria Helena Toledo de Machado, professora do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP).
De acordo com Maria Helena, a tese central do livro – que teve origem em sua pesquisa de doutorado, concluída na USP em 1991 – é que os escravos não tiveram um papel passivo no processo que culminou com o fim da escravidão, que não teve nada de elitista, ao contrário do que deixava transparecer a historiografia abolicionista.
“Os escravos tiveram ampla participação no processo, em um movimento que também envolveu trabalhadores livres pobres e imigrantes. A atuação dos líderes abolicionistas só é compreensível como parte de um contexto de uma cultura política que teve origem nas senzalas, com a tensão social causada por sucessivas fugas em massa ao longo da década de 1880”, disse à Agência FAPESP.
Segundo a historiadora, o objetivo do livro era analisar a atuação dos escravos no processo de abolição, no período entre 1880 e 1888, no contexto paulista. Para isso, além de consultar uma bibliografia internacional, ela realizou uma pesquisa inédita considerando acervos judiciários e a documentação da polícia em cidades paulistas.
“Tratava-se de uma documentação massiva, com milhares de documentos que mapeei para selecionar apenas o que se referia aos escravos. A partir dessa seleção, valorizei os casos que relatavam revoltas, fugas em massa, homicídios, invasões de cidades e outros movimentos de maior impacto”, afirmou.
A pesquisadora, então, visitou diversas cidades paulistas, consultou cartórios locais e levantou processos criminais relacionados aos eventos que estavam listados na documentação oficial da polícia.
“Além disso, encontrei no Arquivo do Estado, pela primeira vez, o livro de reservados da polícia – onde eram registrados os fatos que não podiam ser divulgados para o público. Colhi os relatórios mais gerais dos chefes da polícia, dos presidentes das províncias e dos jornais da época”, disse Maria Helena.
No ano de 1885, por exemplo, os relatórios do chefe de polícia de Campinas relatavam que havia sido um ano tranquilo, sem maiores problemas a não ser pequenas ocorrências pontuais com escravos. Enquanto isso, o livro de reservados registrava um cenário certamente mais próximo da realidade: a cidade estava em perigo iminente com as fugas em massa de escravos.
“Percebi que os jornais eram censurados e retratavam uma versão rósea da realidade que a polícia de fato estava enfrentando. Acompanhei diversos estágios da produção dos eventos. Desde os primeiros telegramas, nos quais os fazendeiros pediam socorro ao subdelegado depois da invasão da sede de uma fazenda por escravos armados, passando pela notificação de cada autoridade, até chegar ao desenrolar do conflito e à divulgação nos jornais”, disse.
Onda de pânico
A historiadora descobriu revoltas de escravos que não haviam sido documentadas anteriormente. Uma delas, abortada, estava planejada para ser realizada em Resende (RJ), em 1881. Os registros diziam que um homem branco conhecido como Mesquita tinha chegado dos Estados Unidos e estava organizando uma revolta de escravos sem precedentes.
“Ele orientava os escravos a roubar armas dos senhores, a cortar os fios dos telégrafos e a roubar cavalos. Planejava articular uma ação orquestrada e formar uma excursão para a corte, no Rio de Janeiro, a fim de exigir a abolição da escravidão. Vários episódios mostravam grande movimentação social naquela década – entre São Paulo e Rio de Janeiro – com participação ativa dos escravos”, disse Maria Helena.
Outra revolta estudada foi organizada em 1882, em Campinas (SP), e chegou a ser realizada, embora em dimensão menor que a planejada. Liderada por um escravo liberto chamado Felipe Santiago, essa revolta foi associada à organização de uma seita religiosa denominada Arásia.
“Os adeptos tinham iniciações, recebiam novos nomes e eram marcados no corpo em ritos iniciáticos. Esses escravos haviam comprado armas e invadiram a cidade de Campinas em uma ação muito violenta. Esse tipo de episódio dissipa a ideia de que a abolição foi uma libertação passiva, ou um protesto irracional e apolítico dos escravos”, contou.
O título do livro – O Plano e o pânico –, segundo Maria Helena, remete à organização deliberada das revoltas arquitetadas por escravos e à onda de pânico por elas espalhada entre os escravistas.
“Depois da revolta de Resende em 1881, houve vários outros episódios e o pânico se espalhou pelo território paulista. O medo era tamanho que, em Bananal, por exemplo, as pessoas chegaram a abandonar as fazendas e fugir para a cidade. As polícias paulista e fluminense, despreparadas, sem armamentos, sem treinamento, viram-se sob o risco palpável de eventos violentos durante toda a década”, disse Maria Helena. 
  • O Plano e o pânico: os movimentos sociais na década da Abolição 
    Autor: Maria Helena Toledo de Machado 
    Lançamento: 2011 
    Preço: R$ 37 
    Páginas: 248 
    Mais informações: www.edusp.com.br