19 junho, 2011

Catálogo Bibliográfico do BRICS


Catálogo Bibliográfico do BRICS

Organizada em conjunto com os demais países do grupo, o Catálogo contém lista ilustrada, com sinopses, de livros de referência sobre o Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
Catálogo Bibliográfico do BRICS
16/06/2011 -
Está sendo lançada, hoje, a versão eletrônica da obra “Catálogo Bibliográfico do BRICS”. Organizada em conjunto com os demais países do grupo, o Catálogo contém lista ilustrada, com sinopses, de livros de referência sobre o Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
As obras incluídas abrangem as áreas de Economia, História, Literatura, Política, Sociologia, Biografias e trabalhos acadêmicos sobre os BRICS. O Catálogo tem por objetivo aumentar o conhecimento mútuo e promover a aproximação das sociedades desses países.
O Catálogo estará disponível na página do Itamaraty (http://www.itamaraty.gov.br/bric). A primeira edição impressa do Catálogo Bibliográfico foi apresentada por ocasião da III Cúpula do BRICS, na ilha de Sanya, China, em abril passado.

29 abril, 2011

Além linha

Acabara o vinho. Era a minha vez de cruzar a linha para trazer uma garrafa. Antes de sair, ouvi as orientações de praxe para um retorno seguro, concentrar-me na volta, pegar o vinho e tratar do regresso. Ninguém na praia. Ofuscado pela claridade na areia refletida, avanço para as vielas do povoado. Se tivesse sorte, não seria notado. As ruas são muito limpas e das pequeninas janelas nas fachadas das casas pendem florezinhas vermelhas e brancas. Nas calçadas alinham-se enormes barris de madeira e pelas entreaberturas de portas e janelas avisto as garrafas do maravilhoso vinho.
Não tenho critérios para escolher a casa da qual subtrairei a garrafa – o Além Linha muda a cada vez que a linha é cruzada: nunca ninguém contou que o Take Five toca incessantemente por aqui. Não me espanta que eles gostem de boa música, já sabia que os anisos têm apreço pelo belo – ouvira falar dos detalhes arquitetônicos, dos ajardinamentos, da limpidez deste céu. Paro à soleira da casa branca e, passo dentro, dispara uma sirene aguda e intermitente. Ruídos do tráfego de carros. Ambulância, deitado? Meu irmão em olhos d’água e cuidado.
Lxndre trazia duas garrafas de vinho. Colocou-as entre nós e iniciamos o jogo: flexionar as pernas, pegar uma garrafa, um rodopio, devolvê-las ao chão em posição trocada, rodopio e meio, agachar e flexionar apenas uma perna, empunhar a garrafa e girá-la no ar, e estender as mãos, rodopio, trocar a posição das garrafas, dois rodopios. Quase uma dança, fluíamos como o piano do Brubeck. O sorriso permanente do elegante aniso no comando da quase dança não chegava contrastar às minhas preocupações daquele momento: também eu estava envolvido no prazer da repetição insequenciada daqueles movimentos.
Time out: havia um ajuntamento de anisos já. Dei-me conta que já não seria possível sair facilmente do Além Linha. Os anisos trajam-se da mesma forma: um fato escuro de tafetá com estrias no sobretom, chapéu coco e faces pesadamente maquiadas em branco. Para distingui-los, atento-me a detalhes, como a posição da linha verde que desenham na face: na borda externa do lábio inferior, sobre uma, outra ou as duas sobrancelhas, no contorno do mento. Também há diferenças no viço do tecido ou no caimento de seus fatos. O fato de Lxndre é impecável!
Respirávamos juntos. Não havia notado que aqui a respiração decorre da vontade do ar em entrar nos pulmões, compelindo a uma sincronia no inspiraexpira, evidente pelos movimentos torácicos e o ruído do vento insuflando nossos alvéolos pulmonares. Curioso que essa a consciência da respiração forçada às vezes é acompanhada por um bipe rítmico (pi, pi, pi, pi), de coisa que se repete indefinidamente, como um relógio. Às vezes umas vozes acompanham o pi-pi-pi-pi, nem sempre consigo compreender as palavras. Entendi nitidamente a expressão pressão intracraniana! Também pude ouvir a voz da minha mãe, meu filho, você é forte. Sim, concentrar-me na volta, pegar o vinho e tratar do regresso.
Noite alta. Não sei se os anisos se revezam – uns acordados, outros no gozo do sono. No Além Linha não durmo, há sempre um aniso desperto para as brincadeiras, para as danças e os recitais de piano. Alucinações, não sei quantas são as noites não dormidas: em plena assembleia para decidir se eu seria incorporado ao povoado, tive essa visão assustadora: eu num leito, fluorescência em luz fria, tubo e sondas. E o pi-pi-pi-pi de novo, e as lufadas de vento canalizado pulmão adentro. Mas a visão esvaneceu-se quando começaram as vozes dos tambores. Tragam as minhas as vestes! Tragam as minhas vestes que preciso me apresentar!


*

Admiro o azul do céu através da janela, dia lindo – meu último dia. Gostaria de um pouco de silêncio, mas aqui o permanente ruído do transito é permeado, à noite, pelos rugidos da falsa alegria dos travestis. Nenhuma lembrança de como cheguei, nem das circunstâncias que me trouxeram a essa situação. Soube que meu irmão estava no resgate e que, inconsciente, em todos os horários de visitas tive companhia. Vão me levando corredores afora e, por fim, abre-se em silêncio uma enorme porta de vidro. No vestíbulo o cortejo das pessoas que me são mais caras está formado. À saída, cumprimento um homem – rosto muito branco, terno escuro e chapéu – ele é desigual de quem conheço. Pela vidraça do carro miro a fachada ocre do edifício onde estive confinado – três dias, três meses? Esse tempo transcorrido no hospital é como a memória de um cheiro da infância, às vezes consciência plena, no geral sensação remota. O carro para ao sinal vermelho na Avenida Afonso Vergueiro, Sorocaba! Numa placa verde, letras e setas brancas: Além Linha, Retorno.

16 março, 2011

Concurso Itamaraty de Arte Contemporânea


  

O Ministério das Relações Exteriores recebe, até 25 de março, inscrições para o I Concurso Itamaraty de Arte Contemporânea. Serão concedidos prêmios de até R$ 20 mil, em quatro áreas: pintura, escultura, fotografia e obras em papel.

O artista deve ser brasileiro e só pode inscrever uma obra. Para participar, é preciso enviar para 
artecontemporanea@itamaraty.gov.br os documentos: ficha de inscrição; currículo, com dez imagens de obras dos últimos dois anos; imagem da obra a ser inscrita (resolução de 300 dpi, em formato JPG ou TIFF); e declaração de autoria e propriedade dessa obra.

Outras informações estão disponíveis no 
site do Ministério e no edital. O objetivo do concurso é incentivar a produção artística brasileira e ampliar sua divulgação no exterior. O Itaú Cultural se soma ao Itamaraty nos esforços de difundir a ação.
I Concurso Itamaraty de Arte Contemporânea
Inscrições até 25 de março de 2011Outras informações | Consulte o edital | Acesse a ficha de inscrição
imagem: Departamento Cultural - Ministério das Relações Exteriores/divulgação

Esta é uma mensagem automática. Não responda, por favor. Dúvidas, reclamações e sugestões devem ser enviadas para o e-mail atendimento@itaucultural.org.br ou por telefone 11 2168 1777

Traçando novos rumos: o Brasil em um mundo multipolar


Ipea e Programa Foresight realizam conferência em São Paulo

Traçando novos rumos: o Brasil em um mundo multipolar é o tema do encontro que reunirá lideranças políticas e especialistas nesta quinta, 17, a partir das 10h

O Programa Foresight – organizado pela Sociedade Alfred Herrhausen em parceria com o Instituto Policy Network – e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) realizam nesta quinta-feira, dia 17, a partir das 10h, em São Paulo, a Foresight Brazil Conference. O evento, no Hotel Tivoli Mofarrej (Alameda Santos, 1.437, Cerqueira Cesar) reunirá lideranças políticas, executivos, especialistas e formadores de opinião para um debate sobre temas sociais, econômicos e de política externa.

Conferências semelhantes já foram organizadas na China, Índia e outros países emergentes. Em São Paulo, o tema será Traçando novos rumos: o Brasil em um mundo multipolar. Confira abaixo a programação do evento. As inscrições podem ser feitas pelo eventos@ipea.gov.br. Mais informações pelo (61) 3315-5108. O Policy Network é um centro de estudos internacional sediado em Londres, e a Alfred Herrhausen Society, o fórum internacional do Deutsche Bank.

Na quarta-feira, dia 16, às 11h, o Ipea lança, em parceria com o Programa Foresight, o livro Traçando novos rumos: o Brasil em um mundo multipolar, que reúne 15 artigos selecionados sobre a temática. O livro é dividido em três partes: Trajetórias ao crescimento sustentável; Tensões internas e coesão social; e Autonomia na era da interdependência. A divulgação será no auditório do BNDES em São Paulo (Avenida Juscelino Kubitschek, 510, Itaim). Confirme presença pelo endereço eventos@ipea.gov.br.


    Programação (17 de março de 2011)

10h
- Credenciamento
11h às 11h15
- Comentários de abertura
Josef Ackermann, Presidente do Deutsche Bank


11h às 13h
- Alcançando crescimento e desenvolvimento: o que mais há em uma era global?
Peter Mandelson, Presidente do Instituto Policy Network
Alexandre Tombini, Presidente do Banco Central do Brasil (a confirmar)
Luciano Coutinho, Presidente do BNDES
José Vieira da Silva, Ministro da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento de Portugal
Andrés Velasco, Professor de Finanças na Universidade Harvard e ex-Ministro da Fazenda do Chile
Moderadora
Ana Paula Padrão, TV Record (a confirmar)
13h às 14h
- Almoço
14h às 16h
- O papel do Brasil em um mundo multipolar
Celso Amorim, Ex-Ministro das Relações Exteriores do Brasil
Wu Jianmin, Presidente, Universidade de Relações Internacionais da China
Sunil Khilnani, Professor de Estudos do Sudeste Asiático, Johns Hopkins University 
Frans Timmermans, Membro do Parlamento da Holanda e ex-Ministro de Relações Exteriores
Moderador
Gideon RachmanEditor-chefe de Assuntos Internacionais do Financial Times
16h às 16h15
- Comentários finais
Roger Liddle, Diretor do Conselho do Policy Network
João Grandino Rodas, Reitor da Universidade de São Paulo

13 março, 2011

Terremoto no Japão - Nota do MRE Brasil


Ministério das Relações Exteriores
Assessoria de Imprensa do Gabinete


Nota à Imprensa nº 97
11 de março de 2011

Terremoto no Japão

O Governo brasileiro acompanha, com preocupação, os desdobramentos após o terremoto e o consequente tsunami que atingiu a costa do Japão às 14h46 (horário japonês) na tarde do dia 11 de março.

O Governo e o povo brasileiro manifestam sua solidariedade e mais sinceras condolências pelas perdas humanas causadas pelo abalo sísmico de mais de 8 pontos na escala Richter, um dos maiores tremores já registrados na história do Japão.

A Embaixada do Brasil no Japão e os Consulados Gerais em Tóquio, Nagoia e Hamamatsu até o momento não têm notícia de mortos ou feridos brasileiros.

A comunidade brasileira no Japão é de 254 mil habitantes, sendo que a maior concentração de nacionais situa-se na região centro-sul do país, área menos atingida pelo terremoto.

A Embaixada do Brasil em Tóquio está trabalhando em regime de plantão 24 horas e solicita que pedidos de informação sejam dirigidos ao endereço eletrônicocomunidade@brasemb.or.jp, já que há dificuldades de comunicação por telefone, especialmente em linhas de celular.

O Núcleo de Atendimento a Brasileiros (NAB), que está em contato com a rede consular no Japão, colocou linhas de atendimento à disposição do público: (61) 3411 6752/6753/8804 (de 8h às 20h) e (61) 3411 6456 (de 20h às 8h e finais de semana). Consultas poderão ainda ser dirigidas ao endereço eletrônico dac@itamaraty.gov.br.


08 março, 2011

Movimento da senzala


       Contrariando a historiografia tradicional....

Especiais

Movimento da senzala

2/3/2011
Por Fábio de Castro
Agência FAPESP – Com base na historiografia tradicional, o abolicionismo e o fim da escravidão no Brasil foram interpretados por muito tempo como processos elitistas, nos quais o escravo aparecia como um personagem passivo. O livro O Plano e o pânico: os movimentos sociais na década da Abolição, que acaba de ganhar sua segunda edição, revista, vem contribuindo desde 1994 para mudar essa visão.
O fim da escravidão foi resultado de uma cultura política gestada no cotidiano do trabalho nas senzalas, de acordo com a obra, fundamentada em pesquisa realizada a partir de múltiplas fontes por Maria Helena Toledo de Machado, professora do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP).
De acordo com Maria Helena, a tese central do livro – que teve origem em sua pesquisa de doutorado, concluída na USP em 1991 – é que os escravos não tiveram um papel passivo no processo que culminou com o fim da escravidão, que não teve nada de elitista, ao contrário do que deixava transparecer a historiografia abolicionista.
“Os escravos tiveram ampla participação no processo, em um movimento que também envolveu trabalhadores livres pobres e imigrantes. A atuação dos líderes abolicionistas só é compreensível como parte de um contexto de uma cultura política que teve origem nas senzalas, com a tensão social causada por sucessivas fugas em massa ao longo da década de 1880”, disse à Agência FAPESP.
Segundo a historiadora, o objetivo do livro era analisar a atuação dos escravos no processo de abolição, no período entre 1880 e 1888, no contexto paulista. Para isso, além de consultar uma bibliografia internacional, ela realizou uma pesquisa inédita considerando acervos judiciários e a documentação da polícia em cidades paulistas.
“Tratava-se de uma documentação massiva, com milhares de documentos que mapeei para selecionar apenas o que se referia aos escravos. A partir dessa seleção, valorizei os casos que relatavam revoltas, fugas em massa, homicídios, invasões de cidades e outros movimentos de maior impacto”, afirmou.
A pesquisadora, então, visitou diversas cidades paulistas, consultou cartórios locais e levantou processos criminais relacionados aos eventos que estavam listados na documentação oficial da polícia.
“Além disso, encontrei no Arquivo do Estado, pela primeira vez, o livro de reservados da polícia – onde eram registrados os fatos que não podiam ser divulgados para o público. Colhi os relatórios mais gerais dos chefes da polícia, dos presidentes das províncias e dos jornais da época”, disse Maria Helena.
No ano de 1885, por exemplo, os relatórios do chefe de polícia de Campinas relatavam que havia sido um ano tranquilo, sem maiores problemas a não ser pequenas ocorrências pontuais com escravos. Enquanto isso, o livro de reservados registrava um cenário certamente mais próximo da realidade: a cidade estava em perigo iminente com as fugas em massa de escravos.
“Percebi que os jornais eram censurados e retratavam uma versão rósea da realidade que a polícia de fato estava enfrentando. Acompanhei diversos estágios da produção dos eventos. Desde os primeiros telegramas, nos quais os fazendeiros pediam socorro ao subdelegado depois da invasão da sede de uma fazenda por escravos armados, passando pela notificação de cada autoridade, até chegar ao desenrolar do conflito e à divulgação nos jornais”, disse.
Onda de pânico
A historiadora descobriu revoltas de escravos que não haviam sido documentadas anteriormente. Uma delas, abortada, estava planejada para ser realizada em Resende (RJ), em 1881. Os registros diziam que um homem branco conhecido como Mesquita tinha chegado dos Estados Unidos e estava organizando uma revolta de escravos sem precedentes.
“Ele orientava os escravos a roubar armas dos senhores, a cortar os fios dos telégrafos e a roubar cavalos. Planejava articular uma ação orquestrada e formar uma excursão para a corte, no Rio de Janeiro, a fim de exigir a abolição da escravidão. Vários episódios mostravam grande movimentação social naquela década – entre São Paulo e Rio de Janeiro – com participação ativa dos escravos”, disse Maria Helena.
Outra revolta estudada foi organizada em 1882, em Campinas (SP), e chegou a ser realizada, embora em dimensão menor que a planejada. Liderada por um escravo liberto chamado Felipe Santiago, essa revolta foi associada à organização de uma seita religiosa denominada Arásia.
“Os adeptos tinham iniciações, recebiam novos nomes e eram marcados no corpo em ritos iniciáticos. Esses escravos haviam comprado armas e invadiram a cidade de Campinas em uma ação muito violenta. Esse tipo de episódio dissipa a ideia de que a abolição foi uma libertação passiva, ou um protesto irracional e apolítico dos escravos”, contou.
O título do livro – O Plano e o pânico –, segundo Maria Helena, remete à organização deliberada das revoltas arquitetadas por escravos e à onda de pânico por elas espalhada entre os escravistas.
“Depois da revolta de Resende em 1881, houve vários outros episódios e o pânico se espalhou pelo território paulista. O medo era tamanho que, em Bananal, por exemplo, as pessoas chegaram a abandonar as fazendas e fugir para a cidade. As polícias paulista e fluminense, despreparadas, sem armamentos, sem treinamento, viram-se sob o risco palpável de eventos violentos durante toda a década”, disse Maria Helena. 
  • O Plano e o pânico: os movimentos sociais na década da Abolição 
    Autor: Maria Helena Toledo de Machado 
    Lançamento: 2011 
    Preço: R$ 37 
    Páginas: 248 
    Mais informações: www.edusp.com.br

28 fevereiro, 2011

Martinho da Vila, Paris, 1977

Encontrar com o cineasta Ari Cândido é algo divertido e para mim um grande aprendizado. Conversa vai e conversa vem sobre a África, Brasil, história, esquerda, governo, mudanças, perspectivas, sonhos. No último encontro eu fui presenteado com o DVD "Four Blacks".
Na primeira história, "Martinho da Vila, Paris, 1977" retrata a passagem do cantor pela cidade (vídeo) publiquei no "Aqui e Acolá"; na segunda, na minha opinião o ponto alto do DVD, "O Rito de Ismael Ivo" sobre o método do dançarino brasileiro que não foi reconhecido no Brasil como deveria, mas hoje é grande diretor em Veneza; "O Moleque" é uma adapatação do conto de Lima Barreto, a leitura do "Homem do Povo" em certo trecho do filme revela o veio modernista; "Jardim Beleléu", o mais recente, com a participação de José Wilker e Thalma de Freitas é uma saga psicodélica na periferia de São Paulo. Atualmente os filmes de "Four Blacks" participam de diversos festivais no Brasil e no exterior. Divirtam-se.

26 fevereiro, 2011

Combata a Dengue!.

Foro: "2011 AÑO INTERNACIONAL DE LOS AFRODESCENDIENTES"




Viernes 04 de marzo de 2011
Sala “Miguel Grau”  del  Congreso de la República
(Plaza Bolívar, Av. Abancay s/n - Lima, Perú)

PROGRAMA
9:30 – 10:00 a.m.
Registro de participantes y entrega demateriales.
10:00 – 10:15 a.m.
Inauguración.
(Descargar temario archivo pdf)

INFORMES E INSCRIPCIONES:
www.lundu.org.pe Teléfono: 628 -3764

Organizan: LUNDU Centro de Estudios y Promoción Afroperuanos, CEDET Centro de Desarrollo Étnico y Congreso de la República del Perú - despacho del congresista Aurelio Pastor Valdivieso.

 

20 fevereiro, 2011

Khan Academy - 1000 Videos Covering Many K-12 Curriculum Topics - Open Educational Resources

A Khan Academy publicou uma lista de 1000 vídeos educacionais postados no youtube nas áreas de finanças, matemática, química, biologia, física, entre outros.

Divirtam-se.

Khan Academy - 1000 Videos Covering Many K-12 Curriculum Topics - Open Educational Resources

14 fevereiro, 2011

Documentário Brazil: A Report on Torture (1971), de Haskell Wexler e Saul Landau - NovaE - Nova Consciência e Cibercultura

Documentário Brazil: A Report on Torture (1971), de Haskell Wexler e Saul Landau - NovaE - Nova Consciência e Cibercultura

L'osceno godimento del tiranno - Il Manifesto

Guia dos Arquivos Americanos sobre o Brasil

           A José Henrique Artigas de Godoy, mestre e grande amigo.

           Publicado pelo Brasa-net

          Coleções documentais sobre o Brasil nos EUA
          Organizadores - Paulo Roberto de Almeida, Rubens Antônio Barbosa e Francisco Rogido Fins.

          Ministério das Relações Exteriores
          Fundação Alexandre de Gusmão
          Ministério da Cultura

          Aqui você encontrará arquivos nacionais e por órgão dos EUA, bibliotecas presidenciais, bibliotecas e instituições, arquivos gerais do departamento de Estado e material da CIA.

          Divirtam-se,

          http://www.pralmeida.org/05DocsPRA/2200GuiaArquivosEUA2010.pdf  

09 fevereiro, 2011

Political Database of the Americas - Georgetown University

      O site "Political Database of the Americas" - http://pdba.georgetown.edu/ disponibiliza estudo comparado dos países das Américas nas áreas do direito constitucional, executivo, legislativo, judiciário, partidos políticos, descentralização, sociedade civil, sistemas eleitorais, e liberdades democráticas.
      Há textos em espanhol, inglês, português e francês.

     Divirtam-se.

04 fevereiro, 2011

02 fevereiro, 2011

Go Think Tank Rankings 2010

         A Universidade da Pennsylvania lançou nas Nações Unidas em Nova Iorque a publicação "Go Think Tank - The Think Tanks and Civil Societies at the International Relations Program", edição 2010, coordenado pelo professor James Mac Gann.

         Há uma lista detalhada dos principais centros mundiais de pesquisa e atuação na área de relações internacionais. Há detalhamento e ranqueamento destes centros por regiões e por áreas de relevância (Top Think Tank in the World, Top Think Tank by Regions, Top Think Tank by Research Areas, Top Think Tank Special Achievement). Foram avaliados 6480 centros após diversas rodadas de consultas a jornalistas, especialistas, pesquisadores.

        Divirtam-se.

http://www.gotothinktank.com/wp-content/uploads/2010GlobalGoToReport_ThinkTankIndex_UNEDITION_15_.pdf

Lista extraída da publicação segundo o site da IRIS (France)
* TOP 25 SECURITY AND INTERNATIONAL AFFAIRS THINK TANKS
1. Brookings Institution, (United States)
2. Center for Strategic and International Studies (CSIS), (United States)
3. Council on Foreign Relations, (United States)
4. Carnegie Endowment for International Peace, (United States)
5. RAND Corporation, (United States)
6. International Institute for Strategic Studies, (United Kingdom)
7. Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI), (Sweden)
8. Chatham House (AKA) The Royal Institute of International Affairs), (United Kingdom)
9. Hoover Institution, (United States)
10. Heritage Foundation, (United States)
11. International Crisis Group, (Belgium)
12. Human Rights Watch, (United Kingdom)
13. Transparency International, (Germany)
14. German Marshall Fund of the United States, (United States)
15. Cato Institute, (United States)
16. German Institute for International and Security AKA Stifung Wissenschaft und Politik (SWP), (Germany)
17. European Council on Foreign Relations (ECFR), (United Kingdom)
18. Center for American Progress, (United States)
19. French Institute for International Relations (IFRI), (France)
20. Peace Research Institute Oslo (PRIO), (Norway)
21. Centre d'Etudes et de Recherches Internationales (CERI-Sciences Po), (France)
22. European Union Institute for Security Studies (EUISS), (France)
23. Center for Strategic and International Studies (CSIS), (Indonesia)
24. German Council on Foreign Relations (DGAP), (Germany)
25. Institute for International and Strategic Relations (IRIS), (France)


20 janeiro, 2011

Doze anos

Há dias que penso em escrever sobre o que começo a escrever agora. Não sabia por onde começar – e isso é quase uma mentira, porque algum incauto pode presumir que agora tenho domínio absoluto das palavras que vou digitando aqui. É verdade que não sabia, continuo sem saber. Não sei nem se devo simplesmente relatar a situação vivenciada ou talvez devesse optar por um ensaio. Quiçá poderia escrever uma mensagem curta e bem exclamativa que enviaria por emeio: um menino de 12 anos! Muitas vezes liguei o computador e, em vez de escrever logo e me livrar dessa sensação desagradável – porque escrevo sobre o que me sensibiliza e é uma forma de aliviar esse nó na garganta – jogava paciência ou escrevia a um amigo distante sobre as amenidades – ou desventuras – do cotidiano. Tergiverso. Um parágrafo inteiro e ainda não toquei no assunto em si, exceto pela menção rápida do personagem. Um personagem, narrativa, então.
Penso nos meninos de doze anos na época em que eu tinha essa idade, cerca de vinte e cinco anos atrás. Morava num bairro no Além Linha em Sorocaba. Muitos dos meninos do bairro eram filhos dos operários da FEPASA, resquício da Sorocabana que trasladara tanta gente fina até a Estação Júlio Prestes. A ferrovia agora decadente, no agora daquela época, servia apenas para carregamento de carga. As expectativas dos pais sobre os meninos eram que eles os perpetuariam: seriam operários e pais de família. Quando tocava o primeiro apito da FEPASA, acordávamos todos para as rotinas matutinas – lavar o rosto, café com leite, pão com margarina. No terceiro apito, mais longo que os demais, pais já na oficina e meninos a caminho da escola.
O menino sobre quem pretendo escrever tem doze anos hoje, poderia ser filho de um daqueles meninos, poderia ser neto de um dos mecânicos da ferrovia. E não sei que força invisível é essa que me impede de escrever sobre o menino mesmo, fico às voltas com minhas reminiscências – o gosto do pão amanhecido, o apito estridente, a bruma espessa dissipando-se. Nada há de extraordinário no enredo do menino mesmo, é matéria bem conhecida e debatida. E há qualquer coisa em comum na história do menino e dos meninos – querer a menina, apertá-la contra a parede, beijar sua boca. Por exemplo.
Sou bem sucedida para quem foi uma menina dessas (não me refiro ao deixar-me beijar) – tornei-me operária de nível superior no sistema de saúde. Assim conheci o menino mesmo: sua queixa era que a gengiva lhe doía horrores e sangrava muito. A boca do menino exalava a carniça, gengiva necrosada. Imagino um diálogo entre os parentes do menino: Você tem notícia do Kauã? Ah, só problema. De novo? É, desandou a TV nova da tia na boca, tava devendo umas pedras que pegou para passar e acabou fumando. Coitada da tia, cara, até onde vai isso? Até ele ser matado.

11 janeiro, 2011

Férias em Esgotojá

           Era uma vez no país dos emergentes....


         Na Miami paulista, aquele objeto emergente não identificado na água do mar pode não ter sido tão inofensivo assim.


          Em mimetismo, logo os banhistas produzirão muitas réplicas do objeto avistado.


          Os governantes locais sugerem o hábito de lavar as mãos, algo que praticam sem parcimônia no exercício do poder.