24 julho, 2009

Lançamento do DVD - ORI de Raquel Gerber


Palestra
Quarta-feira, 29 de julho às 19h
Tema: Ôrí

Palestrantes: Raquel Gerber, Acácio Almeida e Luis Kinugawa
Local: Livraria Cultura Conjunto Nacional - Av. Paulista, 2073 - São Paulo/SP


A Versátil Home Vídeo e Livraria Cultura convidam para o evento de lançamento do DVD do filme 'Ôrí', de Raquel Gerber. A obra documenta os movimentos negros brasileiros entre 1977 e 1988, buscando a relação entre Brasil e África, tendo o quilombo como ideia de um contínuo histórico, cujo fio condutor é a história pessoal de Beatriz Nascimento, historiadora e militante, falecida trágica e prematuramente no Rio de Janeiro, em 1995. A comunidade negra aparece em sua relação com o tempo, o espaço e a ancestralidade, por meio da concepção do projeto de Beatriz que o 'quilombo' como correção da nacionalidade brasileira.

Programa:

19 horas - Abertura com a cantora Fanta Konatê e sua Troupe Djembedon - Tambores e Danças da Guiné Conakry.

Palestra conjunta sobre Atualidade dos Estudos sobre África no Brasil.

Prof. Acácio Almeida – Casa das Áfricas

Luis Kinugawa – Instituto África Viva

Raquel Gerber – Diretora filme Ôrí

Prof. representante CEA-USP

19h50 - Apresentação musical.

20h15 - Autógrafos e coquetel Buffet Dazu com chás Rooitea – Loja do Chá – Teegschwendner, e participação Arábia.

21h30 - Encerramento.

* Este evento acontecerá no Teatro Eva Herz.

** Após a palestra, haverá uma sessão de autógrafos.

Sobre os palestrantes:

Fanta Konatê é cantora e bailarina guineana. É filha do Mestre Djembefolá Famoudou Konatê. Sua família é uma das mais representativas da arte tradicional Malinkê, da região do Hamaná, nas savanas da Guiné, onde surgiram o tambor Djembê e a música dos Griots (Império Mandinga - Séc XIII). É fundadora do Instituto África Viva e teve sua formação nos Balés 'Hamaná', 'Faretá', 'Bolontá' e 'Soleil d´Afrique' na Guiné, trabalhou como coreógrafa e bailarina do Grupo Baratzil, arte-educadora das ONGs 'Medecins Sans Frontiers' e 'Enfants Refugiees du Monde' com adolescentes de rua e refugiados de guerra.

Raquel Gerber é cineasta, socióloga e historiadora. Começou as filmagens de 'Ôrí' em 1977, quando trabalhava com o fotógrafo Jorge Bodanzky na Stopsom, em São Paulo, criando um estúdio de som independente para produções documentais 16mm no Brasil. Em 1970, ligou-se à Cinemateca Brasileira e a Paulo Emílio Salles Gomes, vindo a trabalhar com Glauber Rocha entre 1973 e 1980, em pesquisa histórica, que resultou na publicação de três livros sobre o cinema novo, dentre os quais: 'O Mito da civilização Atlântica: Gláuber Rocha', 'Cinema, política e a estética do inconsciente'. Entre 1970 e 1980 fez crítica de cinema e ensaio para Argumento, Ensaios de Opinião, Filme e Cultura, Suplemento Cultural de O Estado de São Paulo, Cadernos do 3º mundo e Revista Autrement. O seu primeiro filme é Ylê Xoroquê (1981), em 16mm. Em codireção com Cristina Amaral, realizou também o curta ABÁ (4’5’’, 1992, 16mm) sobre a religião e a cosmogonia africanas. É membro colaborador do I.P.N. (Institut des Peuples Noirs), Burkina Faso, Ouagadougou.

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