16 junho, 2009

Réquiem para a Magnífica

A Magnífica Reitora da Universidade de São Paulo tinha um futuro promissor, especialista em veneno de escorpião, a Magnífica assume o cargo de Reitora da segunda maior universidade da América Latina e logo de saída responde uma entrevista de forma triunfal: "Gosto de Júlio Iglésias, livro de auto-ajuda e Titanic."


Terá nossa Magnífica Reitora da segunda maior universidade da América Latina sido vítima da falta de distanciamento entre sujeito e objeto?.


Gostaríamos de esclarecer que pelo respeito que o cargo exige, sempre a chamaremos por Magnífica. Certa vez, em palestra no Conselho Universitário da segunda maior universidade da América Latina, Noam Chomskiy questionou: “se chamam o reitor de Magnífico, como chamam o presidente e os juízes?.”

Tudo parecia caminhar para um bolero romântico à “Iglesias”



Mas eis que estudantes realizaram prolongada ocupação da Reitoria, a Magnífica demonstrou no episódio doses elevadas de inabilidade política. A especialista no artrópode bem sabe que em situações inesperadas o artrópode pode cometer umharaquiricinematográfico. A Magnífica bem que poderia ter aprendido com as lições da natureza, mas em situação limite, a Magnífica parece ter mergulhado nos oráculos da auto-ajuda. Fico a imaginar a frugalidade dos títulos: “Como reprimir estudantes – O código DaVinci revisitado” – “Guia tibetano da intransigência – a não negociação”. Os conselheiros tentaram auxiliá-la, alguns da linha de frente como o Mr. zona da amoralidade.



Tudo parecia voltar para a normalidade do outono paulista - insatisfação salarial, insatisfação dos estudantes com a crescente promiscuidade entre o público e privado, insatisfação com as perseguições. Nada de novo no front!. Com a proximidade do inverno, a Magnífica resolveu esquentar, articulou a aprovação da entrada de força policial pelo Conselho Universitário. Os relatos de professores, estudantes e funcionários são assustadores.



O discurso oficial não difere em nada dos escribas oficiais, muitos egressos da Universidade de São Paulo, da ditadura militar no Brasil – “baderneiros, minorias, agitadores.”

Confesso que não tive a satisfação de assistir o filme “Titanic”, mas nãocomo não se sensibilizar com algumas cenas que ficaram no imaginário coletivo. Dramáticas tragédias!. Mas se no casco do transatlântico constava: “Este ninguém afunda”, o que dizer sobre os destinos da Magnífica?. Docentes reunidos em Assembléia da Associação de professores, discentes e funcionários exigem o seu afastamento.


ATO UNIFICADO DA USP, UNESP E UNICAMP DAS 3 CATEGORIAS

DIA 18/06, 5ª, 12H

CONCENTRAÇÃO NO MASP
PASSEATA ATÉ O LARGO SÃO FRANCISCO

Saída do MASP [Av. Paulista] às 13 horas.
O ATO SERÁ REALIZADO EM FRENTE À FACULDADE DE DIREITO, UNIDADE DO DIRETOR GRANDINO RODAS, RESPONSÁVEL PELA RESOLUÇÃO DO CO, QUE DETERMINA E AUTORIZA A INVASÃO DA UNIVERSIDADE PELA FORÇA POLICIAL.

CONTRA O ATAQUE DA POLÍCIA DE TERÇA!!!
FORA PM!!!
FORA REITORA!!!

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