14 junho, 2009

Pelo fim do bloqueio econômico à Cuba

Foram anos de sanções econômicas, agressões mútuas, desrespeito à legislação internacional. Soma-se a estes fatos, financiamento de grupos paramilitares, máfias, e estabelecimento de "hot lines" diplomáticos.

O embargo econômico à Cuba tem início em 19 de outubro de 1960 quando os EUA estabelecem embargo sobre empresas e subsidiárias norte-americanas que exportam para ilha. Neste mesmo ano, Cuba havia estabelecido acordo de comércio com a União Soviética, onde forneceria açucar em troca da importação de petróleo.

Sob as diretrizes do Departamento do Estado dos EUA, as empresas petrolíferas norte-americanas sediadas na ilha boicotam o refino do petróleo importado da URSS. O presidente dos EUA, Dwight Eisenhower, determina a suspenção da quota de importação de açúcar cubano.

Em represália, o governo cubano determina a expropriação de todas as empresas norte-americanas sediadas na ilha.

Em 1961, o governo dos EUA impõem restrições à viagens a ilha. Em 1963, Robert F. Kennedy propõe a suspensão de viagens, o que demonstra divergências internas sobre esta medida, mas estas restrições serão reduzidas somente em 1977 no governo Carter e reestabelecidas no governo de Ronald Reagan - http://www.gwu.edu/~nsarchiv/NSAEBB/NSAEBB158/index.htm

Em 1962, a OEA condena a adoção do marxismo-leninismo e "sugere" por 20 votos contra o voto cubano a saída "voluntária" de Cuba da organização.

Em 1962, sanção presidencial norte-americana determina a suspenção de todas as importações com origem em Cuba.

Crise dos mísseis

"Havana, october 26, 1962.
Comrade Khrushchev

From an analysis of the situation and the reported in our possession. I consider that the aggression is almost imminent within in next 24 ou 72 hours."

Trecho de carta secreta enviada por Fidel Castro a Krushev - http://www.gwu.edu/~nsarchiv/nsa/cuba_mis_cri/621026%20Castro%20Letter%20to%20Khrushchev.pdf

Na crise dos mísseis, década de 1960 os governos dos EUA e União Soviética estabelecem um acordo secreto que veta a instalação de mísseis nucleares em Cuba e na Turquia.


Esta curta cronologia retrata o início do embarco econômico à Cuba que rendeu graves perdas econômicas, humanitárias e sociais à ilha.

Sob influência de importante comunidade anti-castrista, sediada principalmente na Flórida, setores do Congresso dos EUA apoiaram e incentivaram esta escalada.

Mudanças populacionais na Flórida podem apontar por mudanças nesta situação anacrônica que se arrasta por décadas. Parte expressiva da população da Flórida com ascendência cubana apóia o fim do embargo que não interessa nem aos EUA e muito menos à Cuba.

O governo dos EUA farão uso em larga escala do "soft power", buscam a redução de contenciosos, precisam de reduzir conflitos potenciais, redimensionar o poder americano no mundo e enfrentar a crise econômica.

O governo cubano enfrenta sérias restrições econômicas, agravadas pela passagem recente de dois furacões que causaram sérios danos à ilha. Entretanto, a potencial exploração de reservas de petróleo recém descobertas, a redução de restrições impostas pelo embargo podem trazer novo fôlego à ilha.


Para saber mais:

The National Security Archive
http://www.gwu.edu/~nsarchiv/nsa/cuba_mis_cri/docs.htm

Peterson Institute for International Economics
http://www.piie.com/research/topics/sanctions/cuba.cfm


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