26 abril, 2009

VOCÁBULO DE VIDA

O Vocábulo, agarrando me pelo braço, fez se ouvir: que como estrutura gráfica ou fónica da palavra, merecia mais respeito, porque punham em causa a sua liberdade, inclusive a dignidade existencial… sentia se insultado.
Mas… o que se passa? Perguntei ,ainda surpreendido com a abordagem.
Reparasse eu, que ele não lhe falava dos sacrifícios físicos de suportar os fétidos hálitos das bocas humanas, quando pronunciado, não, a isso já ele criara um hábito defesa, até porque, reconhecia, os humanos esforçavam se no disfarce: dentífricos, pastilhas elásticas, tabletes orais e quejandos.A questão agravara se, ao nível do seu íntimo conteúdo, na maneira de ser usado até as suas prioridades de estar antes ou depois de, se tornaram vexatóriamente irrelevantes. Já lhe custara a engolir, quando a Academia o apelidara arbitrariamente de Polinimia, suportara bem a traição do Monossilábico, a fuga do Polissilábico e o jogo dúbio do Dissilábico que aliado ao Trissilábico conjuravam revoltas.
Fora um choque Metaplasmico, continuava ele, que a Assembleia do Povo, decretasse agora certas alterações na sua estrutura ( arbitrariamente outra vez) para o fazer sofrer. Assim passava eu, a sofrer alterações por adição, por supressão, por transposição e por contracção; assim era demais, a gota a transbordar.
Vou me retirar... Vocabularei noutras paragens... Desisto...
Vocês humanos são o mais irresolvido dos problemas!
Boquiaberto fiquei…

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