05 abril, 2009

Amor Sublime

É madrugada,
tenho a boca seca e o corpo úmido.
Umidades corpóreas e calores.
Copo d’água.
Que foi que me trouxe esse desassossego,
terá sido o excesso de vinho tinto,
ou é a falta dos teus cheiros na minha cama?

Não conheço o amor virtuoso,
aquele amor que dispensa a carne,
Senhores com anéis reluzentes o inventaram
e o fizeram ser cantado
– tanta beleza inútil, tanta poesia desperdiçada –
e relegaram o amor não casto
à condição de coisa suja. Grande pecado.

Nosso amor é mais sublime
quando nossos lábios se tocam
e exploro com as minhas mãos a lisura da sua pele.
Nosso amor é muito divino
quando uns tremores percorrem o meu corpo
e nos teus olhos reconheço o esforço
de conter a tua própria explosão.

Um comentário:

  1. Concordo, Claudinha: La carne siempre trará a nosotros mucho ardor y sensaciones calientes de pecador - pois entonces que se fueda! Que venga los bispos excomungadores, he he!

    ResponderExcluir