13 novembro, 2008

Dia ou noite

Das frestas da janela a luz me chama:
levanta, toma um café, vem ver o dia.
Dia ou noite, diferença que faria?
Espreguiço e escondo-me na cama.

Nas horas diurnas não alcanço ser,
o que há é tristeza mal dissimulada
e o tempo ocupado, tanto afazer...

À noite sou outra: sou o que quiser,
às vezes pássaro ou rio caudaloso,
sou bela, quase sempre sou mulher.

Mil homens me desejam, tanto gozo...
E o homem dos meus sonhos também me quer.
Se há um precipício ou a casa é inundada,
alço um voo, meu corpo faz-se gasoso.


Um comentário:

  1. Linda poesia!....precisam ver só os contos que esta moça escreve. Bjs e abraços. Maurício.

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